08 novembro 2006

MAIS DO MESMO

O recorte do Max* rendeu, gentem... deu voltas e voltas na minha cabeça fértil, chegou a outras pessoas por e-mail e scrap, foi pauta no MSN e por pouco - mto pouco eu diria - não acabou na pag. inicial do meu orkut.

Desnecessário dizer que alguém andou me roubando a solidão, né? (desnecessário tb dizer que "Qdo Nietzsche Chorou" virou sonho de consumo.) Mas voltei ao assunto pela febre de sentir que isso de não oferecer cia. de verdade nem sempre é intencional: tem gente que faz isso a vida inteira. Semi-conscientemente, no que me cabe. Até por enxergar as coisas mto profundamente pro meu gosto, é mto raro ver algo que mereça ser acompanhado, assim, com desvelo.

(Isso é só triste ou já chega a ser patológico??? hahahaha)

Mas enfim, o negócio é que eu entendo quem não preza as coisas que eu prezo. Não é algo simples, definitivamente. Lembram? td-pto-de-vista-é-apenas-a-vista-de-um-pto. Se bem que não faria mal nenhum alguns ptos serem consensuais...


* se vc não entendeu lhufas, desce um cadim, até 21/10 fazfavô. Tá lá.

06 novembro 2006

Eu não posso entender
Essa vida tão injusta
Não vou fingir que já parou de doer
Mas um dia isso vai acabar
Eu não consigo me convencer
Que essa vida não foi injusta
Tanta falta me faz você
Queria ver você lá em casa
Ô mãe Ô pai, o amor que eu tenho por você é seu
Como é meu o meu aniversário...

01 novembro 2006

ESSE OUTRO MUNDO II

Pessoas, eu não disse mas "esse outro mundo" postado pouco abaixo eu republiquei. E é claro que aprendiz de super ego não se esqueceu disso e solicitou gentilmente a parte 2, que segue c/ pqnas atualizações:

A parte I teve boa aceitação: quatro dos meus cinco leitores habituais se manifestaram!!! Elogiaram, criticaram, pesaram, mediram... e decidiram, quase que por unanimidade que tenho uma espécie de autismo. A quinta leitora provavelmente achou td tãããão familiar que dispensa comentários.

Então, p/ contestar esse diagnóstico superficial, hj a pauta é "o lado de lá", que é onde as pessoas geralmente me enxergam. Onde se materializa meu mundo interior. E beeem materializados estão meus kblos curtos (sim, agora sim, CURTOS), minha branqueleza européia, sardas, unhas rebu+café, óculos de sol (inclusive em dias de sol preguiçoso, pq sou fotofóbica!), jeans e bolsinhas de couro.

Nesse outro mundo prefere-se inverno a verão. Mas o calor do sol, cheiro de mato, céu, rochas e tal fazem tudo + vivo. Toques, sorrisos e perfumes tb fazem TD mais vivo...rs E vivendo (tardiamente) se aprendeu q amigos tb beijam. E que tendo alma p/ isso, pode ser mto bom!

Dorme-se mto, come-se de td Anda-se emagrecendo mto e insônia tem sido mais frequente. Passa-se hooooras na net. Há tps não se compra um CD.perturba-se desavergonhadamente os amigos que possuem banda larga!! e tem se comprado alguns DVD´s piratas.

Aki se lê muitíssimo, de td. De Gabriel Garcia Marquez a Marcelo Rubens Paiva. E, ciente do sacrilégio, não se aprecia José Saramago.

Neste lado há perguntas a fazer, claro. Algumas a terminantemente não fazer e outras tantas a sorridentemente não responder. Esgotam-se os argumentos, fala-se d+, esquadrinha-se os problemas, pq pra td há de haver uma solução. E se não houver, paciência. Perfeição msm, só no Céu. Aliás, aki acredita-se piamente em Céu e considera-se a tese de que inferno é um estado e não um lugar;e que, portanto, não é preciso morrer pra estar nele.

Aki admira-se gente de coragem. Gente centrada, coesa, íntegra, desconstruída. Gente bem humorada, inteligente, despojada e carinhosa... Mas vive-se as voltas c/ gente desestabilizada, epidérmica, egoísta. Desconhece-se a existência de inimigos, mas manda a verdade que se diga, se é persona non grata em alguns momentos.

Embora o silêncio seja praticamente matéria prima no outro lado, aki essa entidade ainda não é cultuada. Aki andam se dispersando, sabendo pouco de mto, ouvindo sem escutar, relativizando algumas coisas e enxergando outras tantas... enfim, é aki que se concebem os sonhos.

29 outubro 2006

QUASE

Eu passei mto tp satisfeita c/ a noção que eu tinha de "quase". Há algumas semanas aquele texto atribuido a LFV - mas segundo deus google, de autoria de Sarah Westphal Batista da Silva - era exato. Era aquilo msm: é o quase que incomoda, que entristece, que mata, trazendo tudo que poderia ter sido e não foi... as vezes as coisas são triste e literalmentepor um triz.

Mas hj eu já não sei mais se poderia fugir da minha maldita mania de viver no outono. Não sei até onde é opção covardia minha... não que eu acredite que alguém guia, assim, a mãos de ferro, os passos que dou, mas num dos lapsos de lucidez de Clarice Lispector há um outro pto de vista, interessantíssimo, e que me é simplesmente irresistível:

... Bem sei que há um desencontro leve entre as coisas, elas quase se chocam... há desencontros entre os seres que se perdem uns dos outros, entre palavras que quase não dizem mais nada. Mas quase nos entendemos nesse leve desencontro, nesse quase que é a única forma de suportar a vida em cheio, pois um encontro brusco face a face com ela nos assustaria... Nós somos de soslaio para não comprometer o que pressentimos de infinitamente outro nessa vida que te falo.

Não é brilhante? Isso redefine meu conceito, subtraindo o tom pejorativo que sempre lhe dei. Não deixa espaço pras lamentações inúteis e me abre os dois olhos pro verdadeiro sentido do fim de algumas coisas: o início de outras, simples assim.

NOTA MENTAL: Assimilar o + rapidamente possível o novo conceito, assim, s/ mtas ponderações. Dado os não-acontecimentos recentes, ele deixa de interessante pra ser... hum... oportuno.

25 outubro 2006

FREJAT & LEONI


Quem vem aki há mais tp já sabe o qto eu amo esses dois.


Adorei qdo o Cazuza saiu do Barão. Qdo me dei conta, achei mto bom Leoni s/ Paula Toler. Heróis da Resistência e Kid Abelha - principalmente - estavam pra ele como Cazuza pro Frejat: limitante!

Tietagem a parte, eles são exatos na arte de dar forma e tom àqueles impronunciáveis (e tipicamente femininos) sentimentos: alguns versos de Os Outros, Maior Abandonado, Esse Outro Mundo, 50 Receitas, Tua Canção, Errar é Aprender, No Escuro e Vendo - fora uns outros, quase calóricos de tão melados - são de uma verdade doída, cruel. Daquelas que a gente negaria até a morte se pudesse.

Não sei explicar bem, mas alguns nuances emocionais homens geralmente não alcançam (como certas cores, que reza a lenda que eles não conseguem enxergar rs) e é isso que eu admiro: c/ a msma destreza falam sobre coisas que - a priori - não sentem c/ tdas as fibras do corpo e desvelam um território que mulheres até enxergam, míopes, mas tb não pisam assim, com os dois pés: Garotos, Fim de Tudo, Homem Não Chora, Canção da Despedida... tb são verdades, não tão doídas, nem tão frequentes, mas estão ai,que eu já vi...

[parenteses]eu continuo achando que Garotos tem uma variante feminina!!![/parenteses]

21 outubro 2006

Leitor atento complementa a minha lista de melhores defeitos:

...Entre os seus defeitos(que eu acho uma delícia) vc esqueceu de citar os "textos truncados", a respeito dos quais ele tb falou no livro:"o vago é necessário pra tornar distinto"

Bem, eu não esqueci, só pensei que poderia estar contido no tópico "subterfúgios do vacabulário", mas se o moço acha que merece um outro exclusivo, eu vou pensar no assunto.

Claro que eu grifei essa parte, mas nem fiz associação alguma pq afinal minhas lacunas são incompetência e não talento.(se bem que isso tb distingue... hum...) Mas o melhor msm foi o final. Bom d+ pra ficar ali escondidinho na cx. de comment´s:

- Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia, disse Nietzsche.
- Como assim, não oferecer companhia?
- Por não prezarem as coisas que prezo! Às vezes enxergo tão profudamente a vida que, de repente, olho ao redor e vejo que ninguém me acompanhou e que meu único companheiro é o tempo.

Perfeito, Max. Tb me queima por dentro, certeza. Aliás, eu diria que cabe c/ tdas as letras numa situação em que me meti e tô ensaiando há meses pra sair.

Sabe que tô começando a achar ruim isso de enxergar profundamente? Ok, ok, a gente fica mais ciente dos nossos reais motivos pra fazer ou não fazer as coisas... mas a pergunta que não quer calar é: PRA QUE ESTAR CIENTE? O que a gente ganha com isso compensa o prazer de contemplar a vida assim, despretenciosamente, c/ os olhos de quem está a passeio e portanto quer (e precisa) ver td antes da hra de embarcar de volta pra casa?

16 outubro 2006

SOBRE A FUNDAMENTAÇÃO FILOSÓFICA DOS MEUS MELHORES DEFEITOS

[republicar]

Já confessei aqui o (mau)hábito de comentar as coisas que leio. Desta vez, pra poupar o povo dos meus achismos sobre Nietzsche, resolvi só escrever:

Do meu ar blasé:
"Um espiríto livre... assim se vive, não mais nos grilhões de amor e ódio, sem SIM, sem NÃO,voluntariamente próximo, voluntariamente longe, de preferência escapando, evitando, esvoaçando, outra vez além, novamente para o alto... "

Da minha invencível credulidade:
"De fato, uma fé cega na bondade da natureza humana, uma espécie de pudor frente à nudez da alma podem realmente ser mais desejáveis para a felicidade geral do homem... e talvez a crença no bem tenha tornado os homens melhores, na medida em que os tornou menos desconfiados..."

Das reincidentes crises existenciais:
"É mais difícil afirmar a personalidade sem hesitação e sem obscuridade do que dela se liberar...além disso, requer muito mais espírito e reflexão."

Dos extremos da minha sinceridade:
"A mentira exige invenção, dissimulação e memória... quem conta uma mentira raramente nota o fardo que assume, pois para sustentar uma mentira ele tem que inventar outras vinte."

Da incompetência emocional:
"Por que superestimamos o amor em detrimento da justiça e dizemos dele as coisas mais belas, como se fosse algo muito superior a ela? Não será ele visivelmente mais estúpido?"

Dos subterfúgios do vacabulário:
"Escritores que não sabem dar clareza as suas idéias preferirão os termos superlativos mais fortes: o que produz o efeito semelhante à luz de artoches em emaranhados caminhos da floresta."

Da tolerância sorridente (e pedante tsc):
"Muitas ações são chamadas de más e são apenas estúpidas, porque o grau de inteligência que se decidiu por elas era bastante baixo."

Dos gostos discutíveis:
"A mais nobre espécie de beleza é aquela que não arrebata de vez... mas que lentamente se infiltra, a que levamos conosco quase sem perceber."

Da febre de sentir:
"Quem já escreveu e sente em si a paixão de escrever quase que só aprende, de tudo o que faz e vive, aquilo que é literalmente comunicável."

Da indolência habitual:
"Quando se é alguma coisa não é preciso fazer nada - e costuma-se fazer muito. Acima do homem produtivo há uma espécie mais elevada."

[/republicar]

N.A.: um leitor mais atento sugeriu na época um outro tópico, "textos truncados". Segue íntegra do comment:

Anônimo

20/10/06 13:53

Eu já te leio há bastante tempo. Não comento sei lá pq, fico sem jeito... sou naturalmente invasivo. Mas hj que falou do Nietzsche não tem como. rsrs

Entre os seus defeitos(que eu acho uma delícia) vc esqueceu de citar os "textos truncados", a respeito dos quais ele tb falou no livro:"o vago é necessário pra tornar distinto"

Termino com um recorte que tá me queimando por dentro:
- Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia, disse Nietzche.
- Como assim, não oferecer companhia?
- Por não prezarem as coisas que prezo! Às vezes enxergo tão profudamente a vida que, de repente, olho ao redor e vejo que ninguém me acompanhou e que meu único companheiro é o tempo.
bjs, MAX


15 outubro 2006

CONCLUSÕES RECENTES

Que o ser humano tem uma capacidade enorme pra ser tosco e inconveniente isso já é de domínio público. Mas qdo o ser é algum tipo de ex a coisa tende ao infinito aff...

Não é só em filme que encontros de ex alunos dão certo \o/

Pinga não dá ressaca, vodka dá.

Indiferença me machuca e eu não preciso fingir o contrário. Lidar c/ isso requer apenas amor próprio, nada mais. Não preciso entender ou abstrair.

... Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora...

Clarice Lispector, exata de novo...

10 outubro 2006

PERFIL

Clara dell Valle. A Clara de Allende, que pretensão pouca é bobagem e tenho duas almas caridosas que concordam comigo. rs

Sou Peter Pan, Calvin (ou o Haroldo?), Garfield, Lisa Simpson. Sou Maria, Teresa(s), Joana, Edith... sou Patrícia Galvão, Olga Benário, Anita Garibaldi... sou o Gabriel de Adriana Calcanhoto, a Olívia de Érico Veríssimo, a Gabriela de Jorge Amado, a Beatriz de Chico Buarque... Sou cinema-pipoca-e-guaraná, MPB, livros, céu & mar, bichos de pelúcia, banho de chuva, fotos, e-mails, amigos - que amigos são pra sempre, mesmo que o sempre não exista , lua cheia, vinho suave, cheiro de mato, gaita, telefone, palavrão, cabeça nas nuvens & pé no chão, dnoninho-que-vale-por-um-bifinho, pegueti de estimação, medo da esquizofrenia, dicionário-de-idéias-afins, porcarias da Elma Chips, bom humor/humor negro, sorvete e casquinha do sorvete, nostalgia, língua solta, eterna criança, adulto chato, ócio criativo e destrutivo também, lado cômico das coisas, gelatina com leite em pó, campping, jeans-e-tênis, curiosidade, senso crítico apurado e é claro, Papai do Céu e Mamãe do Céu... porque sem eles eu seria outra pessoa!!


Sim, meio over tantas - e aparentemente tão divergentes - referências numa mesma pessoa. Mas é que a pessoa em questão é exagerada. Transborda. Não cabe em si. É v-á-r-i-a-s. Várias e nenhuma, sabe como?


Assim ó: as semelhanças são pedacinhos meus que vivem por ai. São tão "eu" que reconheço quando os vejo nos outros. E como são meus, me apodero de quem os possua. (começando a achar desnecessária e enrolada essa tentativa de explicar, mas enfim...) Estou inteira em cada um dos pedacinhos, ok? Dai que nem sempre eles são, assim, um primor... lindo ser a Beatriz de Chico, poético e tals. Mas, manda a verdade que se diga, tb sou o filho único de Cazuza. Eu posso ser a casinha do alto do morro que Armandinho pediu pra Jah e posso também, sem o menor trabalho, me ser a boneca que tem manual de Vanessa da Mata. Poderia ser tanto a pedra mais alta quanto a sereia de Fernando Anitelli. Já fui a moça bonita que cheira qual botão de laranjeira de Geraldo Azevedo e atualmente luto pra deixar de ser o carpinteiro do universo de Raul Seixas. Entendem? A coisa é quimérica, etérea.

Cheia de predicados mas sem definição alguma, ainda. tsc

07 outubro 2006

ESSE OUTRO MUNDO

Existe uma fronteira meramente epidérmica entre dois mundos que eu amo d+. Do lado de lá, de fora, vive-se o mundo cotidiano, de horário comercial. Os medievais talvez o chamassem de secular... do lado de cá, de dentro, há uma existência quase paralela... um mundo de luzes e sombras, em color, sépia ou p&b, só depende de mim.

Aqui os dias as vezes parecem q tem + de 24 hrs. As vezes tem bem menos. Tem anos q mal termina o carnaval e já é aniversário. Esse ano, abri os olhos e já se foram 20 e tds!! Aqui sempre há boa música. Ritmo pra compensar minha inércia habitual. Letras pra não faltar - ou sobrar - palavras. Há livros que contam a minha história nas entrelinhas. Alguns trechos de alguns deles eu msma poderia ter escrito, se tivesse talento.

Aqui fala-se pouco e pensa-se muito, muitíssimo. Aqui há curiosidade de criança e obstinação de adulto. Evita-se os excessos e teme-se vergonhosamente a escassez. As escolhas sempre são difíceis, os erros já tiveram mais importância e os acertos são filhos da coerência com o amor. Aliás, aqui dentro o amor é condição sine qua non pra tudo que eu quero que dure pra sempre.

Daqui observa-se o lado de lá. Questiona-se, critica-se, constroi-se. Aqui é a planta baixa, lá há terreno pra algo grandioso. E talvez porque o trânsito entre lá e cá seja constante, intenso e relativamente fácil, daqui (quase) sempre se enxerga em perspectiva. Mas conserva-se uma distância segura de tudo q não se tenha controle.

Aqui vive-se com saudade. De pessoas, lugares, cheiros, toques, olhares, sorrisos... Aqui lamenta-se tudo que poderia ter sido bom e não foi [e exatamente por isso esgotam-se as possibilidades, sempre]. Aqui se tem um medo irracional do passar do tempo.

Tudo o que vem é recebido com alegria. Todos tem seu lugar. Mas tristemente alguns não tomam posse dele... E msm sabendo que nada é pra sempre nesta vida, aqui eu ainda insisto em alguns absolutos fundamentais pro meu equilíbrio.


04 outubro 2006

Entre coisas mto boas de se ouvir - que não repito pq a modéstia não permite hohoho - ouvi uma meio indigesta: sou egoísta. Vc não aprendeu a dividir suas coisas, nem as materiais!

Sim meretíssimo, realmente tem coisas que prefiro fazer sozinha (trabalho em equipe é o caralho! Desde a época da escola geral sabe que isso só serve pra um fazer e tds os outros ficarem olhando); sim, eu sou msm meio reticente qdo o assunto é "eu msma"; sim, eu deixo de fazer/falar as coisas pra evitar a fadiga; sim, tenho lá um certo ciúme - devidamente confessado - de alguns pertences, mas eu me con-tro-lo pq sei que as pessoas tem que ser mais do as coisas que elas carregam!

Bom, pelo menos pra essa parte do "nem as materiais" eu acho que cabe recurso:

Livro "Olhai Os Lírios do Campo" - ficou exatamente 10 anos esquecido em estantes alheias e no mês que retornou ao doce lar, foi emprestado de novo e está morando em JF no momento.

CD (duplo e ganho de presente!) Zélia Duncan - nem teve tp de conhecer seus aposentos e já seguiu pra tocar em outros quartos.

Livro "Felicidade Clandestina" - entrou nessa de círculo do livro e nunca mais foi visto.

Livro "O Valor Divino do Humano" - tá se prestando a uma causa nobre, manda a verdade que se diga, mas já tem tantos meses que perdi a conta.

DVD "O Mundo de Leland"* - foi esquecido em alguma sala, pois só voltou a capa (ok, capa + DVD Vinícius...)

Livro "Inveja, o Mal Secreto" - descansando em uma certa cabeceira desde junhoFoi devolvido ontem!

Livro "Pensar é Transgredir" - levado tão na urgência que eu nem li!

DVD "A Vida de David Gale" - criminosamente desaparecido

Livro "Abuso Espiritual & Vício Religioso - fazendo cia. ao DVD*

CD "Geraldo Azevedo" - foi solicitado p/ um forró e nunca mais foi visto, tb.

Ah gentem, uma pessoa que REALMENTE não sabe dividir suas coisas sobreviveria a tantos traumas???

01 outubro 2006



Hj o mundo católico venera a mulher que morreu pra entrar pra vida. A moça de vontade inabalável e desejos infinitos que me ensinou a escolher sempre o último lugar, pq por ele ninguém vai brigar comigo...

Pétalas da sua lucidez:

Ma vie n’est qu’un instant, une heure passagère... Ma vie n’est qu’ un seul jour qui m’échappe et qui fuit. Tu le sais, ô mon Dieu: pour t’aimer sur la terre je n’ai rien q’aujourd’hui!

29 setembro 2006

MAIS PERGUNTAS QUE RESPOSTAS (pra variar... aff)

A noite entreabre a porta
Pro sol que já vai entrar
E eu tenho mais perguntas que respostas
A vida me surpreende
E o dia vem me lembrar que todo dia é tudo diferente
Do sudoeste vem chuva
E um sentimento de paz
De noite a gente se escuta muito mais
O céu invade a varanda
E eu deixo a alma no escuro
E ainda me espanto com o quanto eu deixo de notar
O sol escala as encostas
Enquanto eu tomo o café
E eu tenho mais perguntas que respostas
Tem tanta gente no mundo
Vivendo vidas seguras
Será que só eu me sinto tão confuso
Eu encho a alma de sustos
De vaga-lumes e estrelas
E fico feliz por nada ou quase tudo
Me sinto meio antiquado
Pensando tanto em família
Vivendo cercado de poucos bons amigos
Eu acredito em bondade,amor e honestidade
E o que me importa
São mais perguntas que respostas
A noite encosta a porta
O sol desperta a cidade
E eu planto mais perguntas que respostas

27 setembro 2006

... Estou lidando c/ a matéria prima... Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Estou num estado muito novo e verdadeiro, curioso de si mesmo, tão atraente e pessoal a ponto de não poder pinta-lo ou escreve-lo. Parece com os momentos que tive contigo, quando te amava, além dos quais não pude ir pois fui ao fundo dos momentos... uma espécie de doida, doida harmonia.

Sei que meu olhar deve ser o de uma pessoa primitiva que se entrega toda ao mundo, primitiva como os deuses que só admitem vastamente o bem e o mal e não querem conhecer o bem enovelado como em cabelos no mal, mal que é o bom
.*


* Clarice Lispector
* pensando, pensando mto!*

24 setembro 2006

VINÍCIUS

Acabo de ver o documentário. Talinha revelou-se "particularmente m-a-r-a-v-i-l-h-a-d-a" e eu fiquei curiosa... tô até com vergonha da minha implicância!

Msm sem conhecer mto, é inegável que o homem é foda. Mas como assim tanto talento se afogando em whisky?

Como assim alguém disposto a morrer de amor pode se casar 9 vezes?

Como assim alguém que é capaz de "qualquer baixeza" pra conquistar uma mulher consegue entender o que amar, assim, a vera?

Como assim um bêbado, velho, barrigudo e careca (e fedido, certeza. Não há poesia que abstraia esse detalhe) pode ter a caradurice de dizer que beleza é fundamental?

Ok, estou sendo absurdamente parcial. Mas é que não consigo ficar indiferente qdo o povo resolve dourar a excentricidade dos defuntos... coitado desse moço, pra mim é do msm naipe do Cazuza: Genial e egocêntrico d+ pra ser feliz.

Perdoa-me Candice querida, estou ciente do sacrilégio, mas o impagável do DVD é Camila Morgado. Linda. PERFEITA. Exata na entonação, nos gestos, olhares e sorrisos.

22 setembro 2006

AMOR PLATÔNICO

Sempre achei bom ter alguém em quem pensar... gosto da idéia de já ter batido a minha cota de insanidades por uma msma pessoa; acho msm que o que há de game over em esgotar tdas as possibilidades, transpor limites, desconstruir conceitos, posturas... pra ser inteira pra alguém é o que te mantem na serenidade qdo não dá certo. Vc sabe que se gastou, que fez td que podia e - fora a dor de nunca mais poder - é vida que segue.

Cheguei ao extremo de achar bom ter o coração "interditado"... evita a fadiga, sabe como? Me deixa mais livre pra viver as coisas c/ a intensidade q elas merecem e pelo tp que elas tem que durar. Sem contar que não se perde tp se decepcionando c/ novos amores, é como se eles já tivessem data de validade...

Mas tem dias que eu queria com força ser como quase td mundo, que se apaixona td dia - msm sendo pela pessoa errada!

(e pro caso de vc já existir...)

Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada...

Me chegue assim bem de repente, s/ nome ou sobrenome, s/sentir o que não sente

Só dure o tempo que mereça...

Enquanto me tiver que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor, me reconheça...

15 setembro 2006

Já vi isso em vários blogs mas - incorrigivelmente en retard - resolvi aproveitar a idéia só agora: Tem que falar 6 coisinhas nossas e repassar pra 6 outras pessoas. E não vou repassar pq parece que os meus blogstars estão tds de recesso... tsc.

1- Gosto mto de ler. Mas me empolgo e acabo falando assim, pra sempre, sobre o que leio. Isso deve ser chaaaaato.


2- Tenho uma dificuldade invencível de concentração. Penso em várias coisas ao msm tp e acabo não concluindo nada.

3- Acredito em cada linha do Credo Católico. E tb em anjos de guarda.

4- Amo em vários níveis: Ághape, Philos e Eros. E numa msma intensidade.

5- Sou de uma praticidade que chega a ser cruel.

6- Aprendi a abstrair mtas coisas nesta vida, mas violência - seja verbal, psicológica ou física - me desorienta.


11 setembro 2006

FERNANDO LISPECTOR & CLARICE PESSOA

Gentem, viram no que se transformou aquela fuleiragem que era meu rascunho?

Eu vou falar de outra coisa, mas é imperativo registrar: esse povo da blogsfera é de uma generosidade que me comove: Fabiano perdeu mó tempão pra reproduzir uma imagem que só existia na minha cabeça; Fernanda clareou e escureceu esse banner umas 10 vezes até ficar do jeito que eu queria... mandou o codigo e ainda ficou no msn pro caso d´eu precisar de alguma coisa. Como, é claro, eu precisei.

Mas voltando, como vcs já sabem, o que mantem esse blog é a minha febre de sentir. Escrever é meu jeito de assimilar/exorcizar. Acho mais efetivo, tem coisas que não adianta falar. Mas qdo se escreve, elas se auto-revelam. Cristalinamente. Magicamente... Dai que eu a-cha-va que escrevia por não ter necessidade de falar.

Nem, pessoas. Relendo Água Viva, pude constatar o extremo oposto:

... Quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio... escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever só esteja me dando a grande medida do silêncio...

Bingo,Clarice!

ET: Tô falando? Isso não parece mto óbvio? tsc

07 setembro 2006

DELICADEZAS DA VIDA

rs... andei pilhada esses dias tds... eu e meu eterno inconformismo! aff.

Mas dai que surge alguém do nada, td despretencioso, e faz as coisas ficarem bem mais leves e divertidas...

Dai que numa semana eu tinha um templante feio e desistimulante e na outra - duas - pessoas caridosas se dispondo a me fazer um novo, do jeito que eu quero.

Dai que qdo eu acho que o mundo é mal e incorrigí­vel, conheço uma alma rara, delicada e cativante. [e o melhor: ela trabalha comigo! \o/]

Dai que o brinquedinho que eu ia comprar foi 200 dinheiros mais barato por conta de uma promoção relâmpago - daquelas que eu sempre perco, sabe como?

Dai que consegui a proeza de pagar 11 dinheiros em " Confesso Que Vivi - Pablo Neruda "

nota mental: levar as coisas menos a sério, acreditar mais na humanidade e desconfiar de SMS´s inocentes


05 setembro 2006

REVIVAL

Quando madrugar eu vou estar acordado

Esperto, certo, de olhos abertos ao seu lado

Eu vou guardar seu sono a noite inteira

Eu vou olhar você,

Não vou parar de olhar

A noite inteira serei a sua sentinela

Vou atravessar a madrugada

Eu vou deixar a luz apagada

Só olhando pra você

Olhando pra você e vendo só você

No escuro e vendo

No escuro e vendo

No escuro e tendo a noite toda pra te ver

Eu vou fechar a cortina

Eu vou abrir a retina devagar

E quando madrugar eu vou estar acordado

E quando amanhecer eu vou estar ao seu lado

Desperto, vendo seus olhos fechados.*

* Roberto Frejat, Arnaldo Antunes e Marisa Monte

Tem dias que saudade alheia faz tanto sentido que até dói. Definitivamente, essa minha saudade PRECISA ir embora