Se a gente não sabe inventa
A gente só não inventa a dor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor...
"...Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo,nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono..."
É, quase anda me perseguindo. Alheio a minha predisposição em aceitar o conceito anestésico e paliativo de Clarice Lispector que deixei post´s abaixo.
Maaans como minhas dores não costumam ser domínio público, mantive o meu melhor sorriso e não fosse um amigo que amo d+ e que conhece meu avesso, esse texto nem existiria.
- Tá ficando boa atriz, hein moça? tudo isso acontecendo e vc nessa calma?
- nhé... não é interpretação. Eu realmente ando numa tranquilidade diabólica, como diria Martha Medeiros. É claro que tudo isso me gasta, mexe comigo de verdade, mas eu sobrevivo... rs
E é isso. Não exatamente feliz, mas tranquila. Em paz. Uma paz bem inquieta, eu diria. Fruto da certeza de esgotar as possibilidades, no que me cabe. E do esforço pra dar a devida dimensão as minhas frustrações. Nem mais nem menos.
O que fazer como tanta maturidade? Fecho c/ a moça já citada: chamar um médico, isso não deve ser normal!





20/10/06 13:53
Eu já te leio há bastante tempo. Não comento sei lá pq, fico sem jeito... sou naturalmente invasivo. Mas hj que falou do Nietzsche não tem como. rsrs
Entre os seus defeitos(que eu acho uma delícia) vc esqueceu de citar os "textos truncados", a respeito dos quais ele tb falou no livro:"o vago é necessário pra tornar distinto"
Termino com um recorte que tá me queimando por dentro:
- Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia, disse Nietzche.
- Como assim, não oferecer companhia?
- Por não prezarem as coisas que prezo! Às vezes enxergo tão profudamente a vida que, de repente, olho ao redor e vejo que ninguém me acompanhou e que meu único companheiro é o tempo.
bjs, MAX