Dia desses li um texto que serviu de pauta pra cada minutinho de desconcentração desse meu dia atribulado: Martha Medeiros, nojenta de consciente, confessando que as vezes os seus dias são salvos por detalhes.
E eu, poliana incurável, quase bati palmas. É isso! Apesar desses dias que nem deviam ter nascido, vida a vera se vive é naqueles tantos momentos dispersos nas horas inúteis que a gente finge que não lamenta qdo fecha os olhos pra dormir.
Tô pra dizer que há anos os meus dias são salvos por detalhes... que, felizmente, não são nada irrelevantes:
tenho três amigos c/ o talento de me fazer perder a noção do tp. 1 hr de papo tem um efeito praticamente terapêutico p/ mim;
tenho amigas de infância, de colégio, de faculdade e de trabalho. Épocas diferentes e afinidade igual, poucos sobrevivem ao passar de tanto tp!
há alguém naquela fábrica que faz parcos 10 min. valerem as 8,75/dia hrs que passo lá dentro;
meu melhor Amigo pode-tudo, conhece meu avesso e me esconde na palma de Suas mãos;
as gracinhas da minha sobrinha me fazem acreditar que o mundo é bom e o amor é azulzinho;
sorrisos sinceros realizam verdadeiras ressurreições em mim. Abraços enton, nem se fala...
Tá, é muita condescendência com o cotidiano, a própria autora pondera. Mas que outro jeito? Tds os dias eu tenho que escolher entre enfezar e abstrair, entre lamuriar e debochar... chegar ao fim de cada um deles c/ algo que me faça sorrir não tem qquer coisa de vitória?
* Em "Non Stop, Crônicas do Cotidiano". pag 70.





