21 dezembro 2006

SERÁ QUE PAPAI NOEL SABE LER NAS ENTRELINHAS?

(Embora mais claro impossível...)
Casa pra morar,
Boca pra beijar,
Chão para pisar, cama.
Bolo pra comer,
Bola pra bater,
Olho para ver tudo.
Gente pra nascer,
Tempo pra crescer,
Jeito pra viver sempre.
Mão pra segurar,
Mãe pra abraçar,
Pai para brincar muito.
Pele pra queimar,
Pêlo pra aquecer,
Beijo para ser simples.
Sol para luzir o dia,
Céu para cobrir o mundo,
Som para ouvir,
Sono pra dormir.

16 dezembro 2006

DAS COISAS QUE CONSTATEI NAS ÚLTIMAS SEMANAS

- O melhor lugar pra se esconder é aquele onde vc não lembra de que (ou de quem) está se escondendo.

- O mundo definitivamente combina felicidade e tristeza dentro do msmo time.(e Nando Reis é o que há!)

- Enquanto a gente hesita, o tp passa e as coisas mudam. Tudo ironicamente alheio ao nosso bom senso.

- A possibilidade de se arrepender de NÃO fazer alguma coisa será sempre maior do que a de te-la feito. E, oficorsi, sua frustração idem.

- Lamentável as válvulas de escape não gozarem de boa reputação. Elas salvam almas. rs

(em horário comercial)

- Descobrir um erro é bom. Não saber consertar é ruim.

- Computador novinho é bom. Uso coletivo é ruim.

- Estagiária que sabe mto é bom. Dividi-la c/ RH é ruim. rs

- Gerente compreensivo (e cheiroso) é bom. Ele te pedir coisas como se vc sempre soubesse do que se trata é ruim. Mas não deixa de ser engraçado.
- Civilidade as vezes derruba os muros que a decepção ergue e o amor fica c/ preguiça de pular.

13 dezembro 2006

TCC

Carlinha querida, tai o que vc pediu:

Agora chama TCC né?No início do século, qdo terminei a faculdade, era monografia. E eu nem tomei conhecimento pq ainda não era obrigatório.

Mas a da Pós eu fiz direitinho. Pelo menos tentei. Já que as aulas não levava a sério, pelo menos o final precisava ser a vera, né? Poizé, defini o tema rápido, procurei orientador, fiz o esboço que pedem naquela aula chata que a gente aprende normas da ABNT... tudo, assim, muiiiito antes do resto da turma sequer pensar no assunto... igual gente grande.

Onde eu trabalhava na época estavam implantando um ERP. E é aquilo né? A informática veio pra resolver problemas que antes não existiam. Queria ver que bicho ia dar trocar um sistema obsoleto mas que funcionava a contento por um novinho que ia dar um trabalho da porra pra ficar do jeito que tinha que ser. A idéia era analisar se a troca ia ser financeira e operacionalmente satisfatória. E tb saber o que os clientes - internos e externos - acharam.

Eu achei bom, profºs e meu chefe idem. Mas ficou ai msm pq foi lenha encontrar quem orientasse de verdade. Tb Precisei pedir autorização na empresa pra incluir td que queria - o que me rendeu incentivo, elogios vários e uma (injusta) fama de puxa saco.

Prazo de entrega: 15/07. Mas como tio Murphy não dorme nem cochila, fui demitida dia 07/07 e não pude levar uma linha sequer pra casa, por conta da diretoria, que, de uma hora pra outra achou tudo confidencial e da mocinha da informática que se negou, covardemente, a fazer um mísero backup.

Antes que perguntem pq eu não tinha uma cópia: devido aos print screen´s de telas do ERP, o arquivo era pessadíssimo pra enviar por e-mail; os drives eram lacrados e naquela época gravador de CD e pen drive eram coisa de outro mundo, pelo menos lá.

Dai que Deus deve ter ficado com pena da minha má sorte. Deus e uma funcionária que nem era minha amiga - que aliás eu nem gostava muito - mas que além de ser a única que verbalizou o quão injusta era aquela demissão e o quão idiota vetar o meu trabalho, me deu nada menos que a SUA monografia, prontinha, formatada, só imprimir e encadernar.

Dai foi só pular a fase final da orientação e entregar diretamente pro coordenador do curso, que me deu 10 com louvor. hahaha

MORRA TIO MURPHY!!!!!

10 dezembro 2006

queridos, hj é aniversário de Clarice Lispector. Segue minha singela homenagem a uma mulher simplesmente atemporal, pra ficar num único adjetivo.
(nem conto o trabalho que deu escolher um texto pra postar. Esse aki me parece exato, pelo menos me cabe inteirinho na alma.)


AS TRÊS EXPERIÊNCIAS
Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou a minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. “O amar os outros” é tão vasto que inclui até o perdão para mim mesma com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.

E nasci para escrever. A palavra é meu domínio sobre o mundo. Eu tive desde a infância várias vocações que me chamavam ardentemente. Uma das vocações era escrever. E não sei por que, foi esta que eu segui. Talvez porque para outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever. Adestrei-me desde os sete anos de idade para que um dia eu tivesse a língua em meu poder. E no entanto cada vez que eu vou escrever, é como se fosse a primeira vez. Cada livro meu é uma estréia penosa e feliz. Essa capacidade de me renovar toda à medida que o tempo passa é o que eu chamo de viver e escrever.

Quanto aos meus filhos, o nascimento deles não foi casual. Eu quis ser mãe. Meus dois filhos foram gerados voluntariamente. Os dois meninos estão aqui, ao meu lado. Eu me orgulho deles, eu me renovo neles, eu acompanho seus sofrimentos e angústias, eu lhes dou o que é possível dar. Se eu não fosse mãe, seria sozinha no mundo. Mas tenho uma descendência, e para eles no futuro eu preparo meu nome dia a dia. Sei que um dia abrirão as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha: é fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.

Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia. Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse a minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera.

09 dezembro 2006


Bem, nos blogs que leio era assim: escolha uma banda favorita e responda só com nomes de músicas... mas pra variar eu não vou seguir ao pé da letra.

A 1ª pessoa que veio a mente foi o Frejat, é claro. Mas Vaquilda fez o dela c/ Barão. Dai pensei no Humberto Gessinger, mas Jana postou Engºs... sobravam Leoni, Cazuza, Raul Seixas, Nando Reis e Renato Russo que são, indiscutivelmente, os mais fodas do meu repertório de estimação.

Por preguiça de pensar vou usar versos inteiros, ok? E como ficou difícil escolher entre os citados acima, resolvi postar essa moça, que tb é um escândalo.

Descreva-se:
Será que ela é louça? Será que é de éter? Será que é loucura? Será que é cenário a casa da atriz?

O que as pessoas acham de você?
Ela é marrenta e brava.

Descreva seu último finado relacionamento amoroso:
A vida presa num barbante e eu quem dava o nó.

Descreva sua atual relação amorosa:
Não vou dizer que tudo é banalidade. Ainda há surpresas mas eu sempre quero mais... é mesmo exagero (ou vaidade?!)

Onde queria estar agora?
Em qquer lugar de onde eu pudesse ver as tais águas que me querem levar pra longe...

O que pensa a respeito do amor?
O amor talvez seja uma coisa que até nem sei se precisa ser dita.

Como é sua vida?
Por mais que eu durma eu não descanso, por mais que eu corra eu não te alcanço mas não tem jeito eu não sei como esperar. Desesperar tb não vou.

O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
Que eu nunca precise comprar um moleton por falta de abraço.

Escreva uma frase sábia:
O tempo faz tudo valer a pena e nem o erro é desperdício.

Agora se despeça:
pessoas queridas, na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato...tenham sempre olhos pras delicadezas da vida :)

06 dezembro 2006

RAPIDINHAS SOBRE O EMPREGO NOVO

Nem falei aki, mas liberei aquele outro - over insalubre - voltei pra minha vida boa e do nada apareceu esse.

Mais uma vez não movi um músculo.

Minha estagiária sabe mto mais do que eu.

Botas e capacetes são horríveis, mas necessários.

Internet liberada realmente atrasa a vida.

Não ter telefone na mesa pode ser legal.

EXCEL é chato, mas mto, mto, útil. E eu lamento en retard não sabe usar direito.

ET: semana praticamente off line. Minha conexão bixou, e discada é o ó :(

moça que me deixou um abraço e versos do Patu Fú: Realmente falta um cadim pro tp corrrer macio... brigadim. Mas não consegui descobrir quem é vc. Da próxima vez vc se identifica?

03 dezembro 2006

Tudo acaba nisso
É a única questão
Embriagar-se é preciso
Não importa que horas são
Pra quem foge,
Pra quem geme
Pra quem fala,
Pra quem canta
Pra não ter medo da maldade
Pra acordar toda cidade
Embriague-se
Embriague-se de noite
Ou ao meio-dia
Embriague-se numa boa...

Se puder ser de vinho, virtude E poesia é melhor ainda, né naum?!

30 novembro 2006

QUEM VAI DIZER TCHAU???

Acabou e eu nem vi. Melhor, vi e não enxerguei. Estava ocupada d+ comigo msma, feliz c/ o bem que vc me faz, orgulhosa por me reconhecer inteiramente outra ao msm tp que eu e vc ainda somos os msmos.

De qto tp precisaria pra me despedir? Qdo vou me re-acostumar a não ter mais o seu melhor? O que faço c/ td aquilo que eu não sabia que precisava e vc me mostrou c/ uma generosidade que nem tem? Espero que o tp o tp voe, e se encarregue de colocar td no lugar...

Somos, se pudermos ser ainda
Fomos donos do que hoje não há mais
Ouve o que houve e o que escondem em vão
Os pensamentos que preferem calar
Senão irá nos ferir o não...

Sinceramente não creio que um "não" machuque mais que constatar que nosso silêncio já não me acalma mais, que nossa saudade mudou de nome, que a afinidade fez as malas, que nosso beijo tem outro gosto... enton, hj, um ano depois de te deixar entrar na minha vida, lamentando com tdas as fibras do corpo, eu digo: TCHAU.

(Embora o meu "até quando" seja bem mais confortável... rs)

29 novembro 2006

SOBRE O CERTO, O ERRADO E TODO O RESTO

Revi o filme do Cazuza dia desses e já tinha até esquecido que ele tem umas sacadinhas assim, despretenciosas, soltas nas cenas. Que aliás, eu queria mto saber se seriam delicadezas do roteirista, contribuições de Lucinha Araujo ou legado do próprio Cazuza. Vcs botaram reparo naquela da sauna, Cazuza e papai conversando e do nada: "existe o certo, o errado e td o resto"?

Abre parênteses: a interpretação irrepreensível de Daniel Oliveira salvou o filme da previsibilidade. Comercial d+, eu queria msm era um documentário... fecha parênteses.

Tinha esquecido, mas Martha Medeiros, na crônica que li hj, me lembrou: Impossível enquadrar o que lateja, o que arde, o que grita dentro de nós... E é isso. A gente sabe o que pode, o que quer e o que deve fazer. Sabe o que faz bem, o que faz mal. A gente sempre sabe. Poizé, mas e o resto? O que vai além das convenções, do que foi ensinado? Do que foi aprendido, principalmente?

É claro que a gente aprendeu que algumas pessoas são potencialmente nocivas, alguns lugares podem ser perigosos, algumas atitudes farão estragos eternos - e o pior, sem conserto. Ensinaram pra gente que ser cortês, autruísta, sincero e desarmado é certo. Ensinaram tb que mentir, roubar, machucar e bla bla bla é errado. Mas e a infinidade de coisas que vagam no limbo das possibilidades? Aquilo que a gente só pode ponderar assim, em real time, no exato momento de decidir se sim ou se não? Isso cabe dentro dos parâmetros convencionados?

Tipo, vc só acredita que gente do bem atrai gente do bem qdo está naquele lugar que sua mãe te proibiria de ir se pudesse, absolutamente a mercê de Tio Murphy e alguém inesperado te dá mó força; só aprende que destilados e fermentados não combinam depois daquele porre fe-lo-me-nal; só assimila que amor próprio é condição sine qua non pra amar alguém depois de sei lá qtos fiascos. Não adianta ninguém avisar, aconselhar. Limite cada um tem o seu. E olha que neguim se supera.

Várias situações e até pessoas msm ficam na fresta entre o certo e o errado.(Fresta que mais parece uma vala as vezes. Vala que está longe de ser um lugar. Um estado, eu diria) A gente faz X, o resultado é Y e dizem que vc agiu certo. Ok, certo pra quem, cara pálida? Pra que? Estou desconfiada de que qdo se acerta ganha-se menos do que qdo se erra. Pq no erro, vc se fode, mas tem que reajir. Dai vc aprende algo novo e - se deu a sorte de ter alma pra isso - o resultado final é um upgrade: vc msmo, em versão nova. Mais gente, mais livre, mais inteiro.

E qdo vc acerta? Ah, ai é legal. Papai do Céu fica feliz, parentes e amigos ficam orgulhosos. Mas na verdade vc só fez o que era pra fazer, nada mais normal e previsível.

26 novembro 2006

A gente pensa que escolhe
Se a gente não sabe inventa
A gente só não inventa a dor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor...

Semaninha trash essa, taquipariu... decisão difícil, um "quase" até que previsível mas nem por isso menos dolorido, saudade alheia que resolveu acordar... nem o servidor do blogger queria ser amigo. Não bastando tanta coisa junta, sábado Ana Carolina ao invés de ler no seu show os tradicionais "só de sacanagem" ou "alfredo é gisele" o que tive que ouvir?

"...Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo,nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono..."

É, quase anda me perseguindo. Alheio a minha predisposição em aceitar o conceito anestésico e paliativo de Clarice Lispector que deixei post´s abaixo.

Maaans como minhas dores não costumam ser domínio público, mantive o meu melhor sorriso e não fosse um amigo que amo d+ e que conhece meu avesso, esse texto nem existiria.

- Tá ficando boa atriz, hein moça? tudo isso acontecendo e vc nessa calma?
- nhé... não é interpretação. Eu realmente ando numa tranquilidade diabólica, como diria Martha Medeiros. É claro que tudo isso me gasta, mexe comigo de verdade, mas eu sobrevivo... rs

E é isso. Não exatamente feliz, mas tranquila. Em paz. Uma paz bem inquieta, eu diria. Fruto da certeza de esgotar as possibilidades, no que me cabe. E do esforço pra dar a devida dimensão as minhas frustrações. Nem mais nem menos.

O que fazer como tanta maturidade? Fecho c/ a moça já citada: chamar um médico, isso não deve ser normal!

23 novembro 2006

PROJETO SONHO POSSÍVEL

Fui selada pela Carlinha e confesso que pensei msm em perder o prazo. Nada pessoal, o mote é bacana, o objetivo do Leonardo é nobre... td perfeito se não fosse eu. tsc É que tenho uma dificuldade invencível nessa coisa de sonhar. Claro que quero várias coisas, mas imaginar, assim, no médio/longo prazo é complicado. Parece-me auto-defesa (ou auto sabotagem, dependendo do ângulo) tipo, vai que quero e não consigo? Vamos evitar a fadiga, Clarinha! Queira coisas ao alcance das mãos, fazfavô. Sacam? É idiota mas convenhamos que tem lá seu grau de praticidade.

Isso posto, bora lá que eu sou obediente: de uma pieguice atroz, mas é no que penso e não está ao alcance das mãos no momento. Meu sonho possível é administrar o inferno e céu de td dia de uma vida a seis no mínimo. (Detalhe: FILHOS, homens, Isso é relevante.)

aff... juro que queria publicar algo mais original. Na tentativa de me redimir,termino c/ meu sonho utópico, mas tão arrebatador que me instiga a gastar cada minuto do resto da minha vida tentando reproduzir sua beleza na precariedade do que vejo no aki-e-agora. Tá, soa "imagine" d+ pro gosto de qquer cristão, mas dimensiona a audácia do outro. O que quero não é um comercial de margarina, é um santuário de vida.

... Quero viver num mundo sem excomungados. Não excomungarei ninguém... quero viver num mundo em que os seres sejam somente humanos, sem outros títulos a não ser estes, sem serem golpeados na cabeça com uma régua, com uma palavra, com um rótulo... quero que a grande maioria, a única maioria, todos, possam falar, ler, escutar, florescer... escrevo sabendo que sobre nossas cabeças existe o perigo da bomba... que não deixaria nada e ninguém sobre a terra. Pois bem, isso não altera minha esperança. Nesse minuto crítico, neste pestanejar da agonia, sabemos que entrará a luz definitiva pelos olhos entreabertos. Todos nos entenderemos. Progrediremos juntos. E essa esperança é irrevogável.

Pablo Neruda, em Confesso Que Vivi.

22 novembro 2006



Sem mais para o momento!!!!

21 novembro 2006

PÉROLAS

Sempre presto mó atenção no que os outros dizem. Dai a gente separa o que é pra abstrair, o que é bom pra pensar, o que se pode repetir um dia e ainda sobram coisas desse quilate:

Depois de passar semanas sumida: é que eu preciso de um incentivo pra te ligar...

Arrependida de uma grosseria gratuita: c/ vc eu não preciso ser legal...

Acuada pelo meu olhar inquisidor: se vc soubesse o que eu sinto qdo vc me olha assim, nunca mais fazia isso...

Observador atento: pq vc não riu? Não entendeu?

O msm observador, depois de me ver sair cedo de sei lá onde: vc tava passando mal msm ou era só charminho?

Pretencioso: não gosto de blog, acho um saco. Mas o seu eu leio p/ tentar te entender...

Inconformado c/ meu senso prático: vc gosta de ser assim... solteira!?

E viva a sinceridade!! rs

nota do autor: Estou republicando em homenagem ao top da polidez que acabo de ler. É claro, autoria de aprendiz de superego, que a cada dia se supera na arte de me esculachar, c/ td amor que houver nesta vida, como vcs podem constatar:
lindinha, seus textos andam tão monotemáticos... estou cada dia mais convencido que a luz dos olhos teus precisa se casar... aceita? Prefere inverno ou verão? Inverno, né?

Não é uma graça esse moço? Poderia haver eufemismo mais pertinente pra "repetitiva"???
Lamento informar, querido, mas por hora a coisa vai continuar nesse nível, daki pra pior. Que culpa tenho eu dessas coisas novelescas que me acontecem? Preciso exorcizar de alguma forma, né?

19 novembro 2006

Idéia roubada, oficorsi.

Tinha que deixar na cx de comment´s alguma coisa que nos definisse, musicalmente falando. Dai vaquilda grava td num cd e se lembra de 21/22 de nós em 80 min. Não é bacana?

Enton, queridos ali ao lado e queridos vários que passam por esse amarrotado rascunho, bora lá? Respondam pra tia: Qual é a música? E não se acanhem em colar os versos + expressivos.

Mas huguinho, zezinho e luizinho - meus neurônios over produtivos - ficaram cá pensando se não seria uma boa dar uma modificada na coisa e incluir, tb eu, o que me define (ou pelo menos chega perto de) por conta do fato de quase nenhum de vcs me conhecer pessoalmente (e td aki querer me revelar. rs).

Claro que uma só música não me bastaria, né? Nem uma nem dez. Acho que sou capaz de ficar assim, pra sempre, listando coisas, pessoas, poemas, músicas e tals que tem um pedacinho de mim... mas enfim, eis a minha auto imagem musical:

Conserve Seu Medo, Raul Seixas
Beatriz, Chico Buarque (embora só conheça a versão Ana Carolina)
Medieval, Cazuza
Não Vou Me Adaptar, Arnaldo Antunes
Mais Perguntas Que Respostas, Leoni
Essa Boneca Tem Manual, Vanessa da Mata
Minha Alma - A Paz Que Eu Não Quero, Marcelo Yuka. (versão Maria Rita, tá?)
Do It - Lenine
No Escuro e Vendo - Roberto Frejat
Dessa Vez - Nando Reis

16 novembro 2006




Se você me encontrar, assim, meio distante, torcendo cacho, olhando o chão: É que eu tô pensando num lugar melhor ou eu tô amando e isso é bem pior


Nem pessoas, na verdade estou irretorquivelmente convencida de que é só o amor que pode nos salvar de uma existência vulgar, rasa, ordinária. E NADA consegue ser pior que isso.

(Mas e o lugar melhor, hein? Mto longe? Alguém conhece um atalho? Será que é mto quente por lá?)

13 novembro 2006

PRÉ CONCEITOS

Abre giga-parênteses: Tem gente que acha MSN uma completa inutilidade. Eu não. Adoro. Apesar de as vezes morrer de raiva pq ele não colabora! Nesses meus dias de preguiça anêmica (ahã, tô c/ anemia, pessoas!) é o que me salva do tédio. Enton, eu ia postar ali embaixo o saldo de hoooras de papo c/ a Danielle e pra não correr o risco de perder a essência das conclusões, bora lá. Fecha giga-parênteses.

Eu tenho uma mania irritante de rotular as coisas. Rotular, definir, esclarecer... adoro um predicado!Sei lá pq, nasci assim, curiosinha d+... desde sempre que eu não me conformo c/ explicações mto óbvias. Pra mim nada é pura e simplesmente o que é... rs Tô sempre procurando o que pode haver por trás do que td mundo enxerga. Ok, isso é legal. Esse tipo de sensibilidade evita que eu seja uma pessoa rasa.

Os rótulos são automáticos a medida que pra td e pra tds eu pre-ci-so ter uma opinião formada. Felizmente não tenho problema algum em mudar de idéia (e gente curiosa muda de idéia TODA hr!), mas é fato que me incomoda horrores não saber o que pensar sobre determinada coisa/assunto/pessoa. Dai que além de absurdamente observadora e c/ um feeling especial para não-ditos e "sobredeterminismos", eu acabo de me descobrir uma pessoa pré-conceituosa (digam lá se isso tem graça: qualidade que vira defeito!?) E como mantenho uma distância segura de td que não tenho algum controle - e a gente só controla o que conhece, ou acha que conhece - eu fico aki pensando em qta coisa deixei de tocar pq o conceito inicial não era dos mais estimulantes*.

aff... de qta vida eu ainda vou precisar pra me livrar de mim msma, hein????

*pra ser bem honesta, não isso foi nenhum insight, não caiu do céu. É que me meti numa (sim, queridos, mais uma) dessas situações insólitas e o conceito inicial que fazem de mim não é dos mais estimulantes... ho ho ho

11 novembro 2006

Eu vim aki postar outra coisa mas qdo bati os olhos no comment do Bishop eu simplesmente esqueci o que ia dizer. Mais uma vez, é bom d+ pra ficar só ali na caixinha:

...Ultimamente, fazer feliz tem sido bem mais fácil do que apenas ser feliz...
Sabe qdo a coisa te sacode, agride? Até pq é bacana ver alguém afirmar uma coisa dessas,assim, s/ encanação. Gentem, esse moço sempre tem sacadas ótemas, mas essa cabe tão dentro de mim que quase dói. E deve ser pq eu concordo c/ cada letra... é claro que é mais fácil, depende mais da gente, da nossa boa vontade. Sempre disse mais ou menos a msma coisa pra quem costuma reclamar da falta de reciprocidade.

Ok, concordo, acredito, acho que realmente é por ai. Enton tá. Mas vamu combiná que é preciso um cadim mais que boa vontade pra topar c/ alguém que tb leve isso a sério... de-ve-ri-a ser mais fácil, mas quanto mais depende da gente menos depende do outro, né? Dai que mais dia menos dia a gente se dá conta que alguns aspectos da nossa felicidade estão sendo negligenciados. E ai josé, faz o que? Aff, que difícil definir os limites do amor próprio...

08 novembro 2006

MAIS DO MESMO

O recorte do Max* rendeu, gentem... deu voltas e voltas na minha cabeça fértil, chegou a outras pessoas por e-mail e scrap, foi pauta no MSN e por pouco - mto pouco eu diria - não acabou na pag. inicial do meu orkut.

Desnecessário dizer que alguém andou me roubando a solidão, né? (desnecessário tb dizer que "Qdo Nietzsche Chorou" virou sonho de consumo.) Mas voltei ao assunto pela febre de sentir que isso de não oferecer cia. de verdade nem sempre é intencional: tem gente que faz isso a vida inteira. Semi-conscientemente, no que me cabe. Até por enxergar as coisas mto profundamente pro meu gosto, é mto raro ver algo que mereça ser acompanhado, assim, com desvelo.

(Isso é só triste ou já chega a ser patológico??? hahahaha)

Mas enfim, o negócio é que eu entendo quem não preza as coisas que eu prezo. Não é algo simples, definitivamente. Lembram? td-pto-de-vista-é-apenas-a-vista-de-um-pto. Se bem que não faria mal nenhum alguns ptos serem consensuais...


* se vc não entendeu lhufas, desce um cadim, até 21/10 fazfavô. Tá lá.

06 novembro 2006

Eu não posso entender
Essa vida tão injusta
Não vou fingir que já parou de doer
Mas um dia isso vai acabar
Eu não consigo me convencer
Que essa vida não foi injusta
Tanta falta me faz você
Queria ver você lá em casa
Ô mãe Ô pai, o amor que eu tenho por você é seu
Como é meu o meu aniversário...

01 novembro 2006

ESSE OUTRO MUNDO II

Pessoas, eu não disse mas "esse outro mundo" postado pouco abaixo eu republiquei. E é claro que aprendiz de super ego não se esqueceu disso e solicitou gentilmente a parte 2, que segue c/ pqnas atualizações:

A parte I teve boa aceitação: quatro dos meus cinco leitores habituais se manifestaram!!! Elogiaram, criticaram, pesaram, mediram... e decidiram, quase que por unanimidade que tenho uma espécie de autismo. A quinta leitora provavelmente achou td tãããão familiar que dispensa comentários.

Então, p/ contestar esse diagnóstico superficial, hj a pauta é "o lado de lá", que é onde as pessoas geralmente me enxergam. Onde se materializa meu mundo interior. E beeem materializados estão meus kblos curtos (sim, agora sim, CURTOS), minha branqueleza européia, sardas, unhas rebu+café, óculos de sol (inclusive em dias de sol preguiçoso, pq sou fotofóbica!), jeans e bolsinhas de couro.

Nesse outro mundo prefere-se inverno a verão. Mas o calor do sol, cheiro de mato, céu, rochas e tal fazem tudo + vivo. Toques, sorrisos e perfumes tb fazem TD mais vivo...rs E vivendo (tardiamente) se aprendeu q amigos tb beijam. E que tendo alma p/ isso, pode ser mto bom!

Dorme-se mto, come-se de td Anda-se emagrecendo mto e insônia tem sido mais frequente. Passa-se hooooras na net. Há tps não se compra um CD.perturba-se desavergonhadamente os amigos que possuem banda larga!! e tem se comprado alguns DVD´s piratas.

Aki se lê muitíssimo, de td. De Gabriel Garcia Marquez a Marcelo Rubens Paiva. E, ciente do sacrilégio, não se aprecia José Saramago.

Neste lado há perguntas a fazer, claro. Algumas a terminantemente não fazer e outras tantas a sorridentemente não responder. Esgotam-se os argumentos, fala-se d+, esquadrinha-se os problemas, pq pra td há de haver uma solução. E se não houver, paciência. Perfeição msm, só no Céu. Aliás, aki acredita-se piamente em Céu e considera-se a tese de que inferno é um estado e não um lugar;e que, portanto, não é preciso morrer pra estar nele.

Aki admira-se gente de coragem. Gente centrada, coesa, íntegra, desconstruída. Gente bem humorada, inteligente, despojada e carinhosa... Mas vive-se as voltas c/ gente desestabilizada, epidérmica, egoísta. Desconhece-se a existência de inimigos, mas manda a verdade que se diga, se é persona non grata em alguns momentos.

Embora o silêncio seja praticamente matéria prima no outro lado, aki essa entidade ainda não é cultuada. Aki andam se dispersando, sabendo pouco de mto, ouvindo sem escutar, relativizando algumas coisas e enxergando outras tantas... enfim, é aki que se concebem os sonhos.