04 abril 2009

DAS COISAS QUE EU TE DIRIA ONTEM ...

Desde de que vc foi embora, nada mais funcionou... sem vc não faço nada bem. Definitivamente, uma pessoa só não é ninguém... tsc

O que eu vou fazer se as lágrimas não secaram com o sol que fez? E como posso te esquecer se o seu cheiro ainda está no travesseiro?

Foi bom se apaixonar! Foi bom, é bom, e o que será? (por pensar demais eu preferi não pensar demais dessa vez...)

Foi tão bom! E porque será eu não vou chorar, você não vai chorar, ninguém precisa chorar... mas eu só posso te dizer, por enquanto, que nessa linda estória os diabos são anjos!!!

Eu não vou chorar, você não vai chorar, você pode entender que eu não vou mais te ver? Por enquanto sorria e saiba o que eu sei: eu te amo!!

rs... antes que eu visse vc disse e eu não pude acreditar: mas a vida arde sem explicação alguma!!!


N.A.: É isso que acontece com a pessoa raçuda, guerreira, treinando o desapego, que mesmo sabendo que a memória sensorial iria tortura-la com doloridos flashs nostálgicos, se mete a encarar um show do Nando Reis sem nenhum pegueti amigo suporte emocional, numa muherzice tepeêmica, e calibrada com 1/2 garrafa de Martini: perde a linha! hihihi

27 março 2009

E VAMOS AO GABARITO...

1 - Eu já fui atropelada por um carro forte.

(V) Eu estava atravessando na faixa de segurança e com sinal aberto pra mim... não sofri um mísero arranhão, que meu anjo de guarda foi recruta de São Miguel Arcanjo!!!

2 - Eu nunca quis ter filhos.

(F) Houve um tempo que eu queria ter vários... impronunciável (e impraticável) mas eu queria uns 5. hohoho

3 - Eu tive 2 namoradinhos oficiais, na teoria. Na prática, nenhum.

(V) inclusive confessado no rascunho: eu só considero namoro qdo além de bjo na boca, há inteireza e reciprocidade. E até agora não tive a benção de tal simultaneidade: as vezes é inteiro mas não recíproco; algumas vezes eu achei que era inteiro e recíproco, mas era só solidão a dois; as vezes até é beeeem recíproco, mas qualquer cego enxerga que não seria inteiro nem no dia de São Nunca...

4 - Eu já fui catequista.

(V) Tenho 5 afilhados dessa época: eram adultos que tinham perdido a fase da catequese e eu atualizava o conteúdo, na minha casa, exclusivamente pra pessoa.

5 - Eu tenho uma fraqueza por ruivos, negros e grisalhos.

(V) Como Jana falou, tenho fraco pelos estranhos/misterioros/confusos tb. rs

6 - Eu não durmo, eu hiberno.

(F) Eu tenho insônia!!!! Não entendo mesmo pq diabos alguém que gosta tanto de dormir pode ter esse tipo de problema aff

7 - Eu passei 4 anos beijando uma única boca.

(V) Foram anos de fidelidade medieval, pessoas... rs

8 - Eu tenho amnésica alcoolica.

(F) Eu sempre me lembro das merdas que faço quando bebo. E hj em dia em nem bebo tanto assim...

9 - Eu nunca tomei café.

(V) Eu acho que o gosto é igual ao cheiro... e eu d-e-t-e-s-t-o o cheiro.

17 março 2009

O DEUS DOS CATÓLICOS

[parênteses]Preciso responder um meme bacaninha que Mô passou, preciso passar o gabarito do post abaixo... mas agora que o assunto perdeu espaço na mídia e os ânimos parecem mais apascentados (inclusive o meu rs) eu preciso dizer que... [/parênteses]

Assisti a distância (proporcional a minha indignação!) e morta de vergonha mais uma demonstração do despreparo das autoridades eclesiais brasileiras. O tristíssimo acontecido em Alagoinha - PE e na sequência as temeridades cometidas - supostamente em nome de Deus - devem ter deixado o Todo Poderoso desidratado de tanto chorar... pelas vítimas e por seus vigários, que, tropeçando no próximo embaraço, discutindo aspectos que não atam nem desatam, prescindindo da verdadeira defesa da vida, só fizeram expor as chagas da Santa Igreja a apreciação pública.

Claro que Ele não precisa de advogados, mas me sinto na obrigação de registrar que o Deus dos católicos não é um mero expectador da miséria humana, ocupado em julgar e condenar:

O Deus dos católicos criou o universo com o poder de sua palavra mas quando criou o homem, o moldou com as próprias mãos.

O Deus dos católicos se deixa encontrar por todos os que o buscam de coração sincero.

O Deus dos católicos chama a todos pelo nome.

O Deus dos católicos é o princípio e o fim. E um dia levantará sua morada entre os homens e eles serão seu povo... Ele enxugará as lágrimas dos seus olhos e não haverá luto nem pranto.

(enquanto isso padecemos gemendo e chorando nesse vale de lágrimas rs)

O Deus que está no mais alto dos céus e diariamente no meu quarto velando meu sono não acha um aborto mais grave do que um estupro. Ele lamenta igualmente as duas tragédias e torcerá até o fim dos tempos para que em ambos os crimes seus autores se arrependam com todas as fibras do corpo. Contritos ou não, Ele os acompanhará, sofrendo com eles as consequências de suas más escolhas. Absolutamente em silêncio. Até o dia do juízo particular do vivente, onde serão pesados e medidos cada um dos seus atos e omissões. E qual o critério? Os graus de consciência, liberdade e vontade inerentes a cada decisão.

Isso não é utopia, não é achismo meu, é o que a Igreja ensina a respeito e desgraçadamente o sr. Bispo responsável pela excomunhão sequer se lembrou.

11 março 2009

CES´T VRAI? CES´T FOU?

Peguei o mote da Jana tb, pessoas.

Aki eu contei 3 mentiras. Será que vcs saberiam identificá-las??? Passo o gabarito depois, ok?

1 - Eu já fui atropelada por um carro forte.

2 - Eu nunca quis ter filhos.

3 - Eu tive 2 namoradinhos oficiais,
na teoria. Na prática, nenhum.

4 - Eu já fui catequista.

5 - Eu tenho uma fraqueza por ruivos, negros e grisalhos.

6 - Eu não durmo, eu hiberno.

7 - Eu passei 4 anos beijando uma única boca.

8 - Eu tenho amnésica alcoolica.

9 - Eu nunca tomei café.

04 março 2009

MEMES

O que seria da minha falta de assunto se não fossem essas coisas??? rs

Cabei de ganhar da
Chris*


Aproveitando, alguém me pediu pra listar particularidades... dai me lembrei que já havia feito isso láááá atrás e rolou um ctrl c básico:

1 - Minha mãe ensinou e - mesmo sentindo na pele que é só mais uma mentira de mãe - lá no fundo eu acredito que quem fala a verdade não merece castigo. Lamento mesmo isso não valer pra adultos. A verdade desarma, que eu já vi isso acontecer. Pq mais gente não acredita nisso, caraleos?

2 - Além de caipira eu também devo ser cafona. Simplesmente não sei me vestir para alguns eventos. Não sei e nem quero aprender, bem entendido. Brilhos, decotes, long
os e bla bla bla não me caem bem, definitivamente. (mas isso se percebe fácil, o que queria confessar mesmo é que eu deixo de ir a lugares que me exijam super-produções)

3 - Nem sempre consigo acompanhar os diálogos dos filmes legendados kakakaka e esse é só um dos motivos pra eu precisar de cia. pra assisti-los. (piada interna)


4 - Tenho deliberada má vontade com homem mimado.
Filhinhos-da-mamãe, queridinhos-da-titia, netinhos-preferidos-da-vovó, irmãozinho-caçula, protegido-da-professora, namorado-perfeitinho enfim... todas as variantes de homem excessivamente paparicado (pra naum dizer mandado) por mulher. Certeza de que são elas, bem-intencionadas ou não, que estragam a raça. tsc

5 - Gosto de observar os passantes, se forem estranhos enton, melhor ainda. (publico isso qualquer dia, prometo)


6 - Gentileza me comove, mais do que isso, me idiotiza. Se pedirem com jeitinho, me levam até a roupa do corpo.

7- Queria muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito, mas queria com força, saber tocar guitarra e bateria.

*Essa fofura valeria uma caricatura se eu indicasse 10 blogs e se eles entrassem na brincadeira tb. Eu até que gostaria muito, mas 10 sujeitos repassando um selinho? tsc. É esperar muito da boa vontade alheia, não?


01 março 2009

RIC, MURPHY E EU

Poizé pessoas, como eu já havia dito, voltei de Chapada dos Guimarães uns 5 anos mais nova... (fotitas devidamente upadas no multiply - link ali em cima)

Sempre que vejo coisas assim deslumbrantes não consigo deixar de pensar no capricho de quem as criou. Bibia sabe que chega uma hora que eu emudeço e rolam grossas lágrimas por trás dos meus óculos escuros... rs Não entendo o pq de tanta comoção, só sei que é inevitável.

Claro que foi ótemo, que valeu cada centavo (e cada km percorrido, a pé ou de ca
rro!)... claro tb que Murphy, (quase) tão unipresente quanto Deus, nos seguiu bem de perto: acompanhou Ric desde Porto Velho e só nos deixou no último dia da nossa trip. rs Um verdadeiro BBB!!! (aliás, prova de fogo pra qualquer amizade hihihi)

Vejam que lindo:


19 fevereiro 2009

O MEU CARNAVAL

Pessoas amadas, eu continuo sem assunto mas não poderia deixar de vir contar que estou indo ali abraçar alguém muito amado e ver umas coisas bonitas certamente nascidas antes do 6º dia da Criação, quando Deus Paizinho contemplou toda a sua obra e viu que tudo era muito bom.

Há tempos que quero conhecer, mas como é meio longe e quase ninguém gosta de ecoturismo, só agora que o universo conspirou... só não sei dizer se contra ou a favor:

horário do voo (com ou sem acento?) dificultando significativamente a chegada ao aeroporto;

uma zica inexplicável no meu cartão de crédito me fez pagar 110 a mais pelas passagens por conta de alguns dias: tentei comprar, o cartão não passou; descobri a zica e enquanto o banco consertava a GOL atualizava o preço;

demoramos pra fechar a pousada e a diária subiu de 65 para 100;

dormi na piscina dia desses e ganhei um bronzeado frontal bacana (e tb a expressa proibição de tomar sol sob pena de manchar - mais - a minha pele);

do lado de lá, o chefe do Ric garfou sem cerimônia alguma 1 dia do feriado dele;

dias depois, Ric é engolido por um buraco e fode o carro de novo;

Mas agora que eu decidi que não vou mais deixar de fazer as coisas só pq Murphy gosta de me dificultar a vida, eis que estou juntando meus paninhos e partindo pra Chapada dos Guimarães!!!! UHUUUUU

Volto cheia de fotos. ( e uns 5 anos mais nova, certeza!! rs)

07 fevereiro 2009

SOBRE O MEDO DE SE APAIXONAR


Pela mais absoluta falta de coisas publicáveis pra dizer, deixo vcs em melhor cia. Estou inteirinha nas estrelinhas, devidamente negritada em frases que eu mesma poderia escrever, se talento tivesse.

Você tem medo de se apaixonar.

Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas.

Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia.

Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz.

Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira.

Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha.

Você tem medo de já estar apaixonada...
__________________________
Fabrício Carpinejar em "O Amor Esquece de Começar"

31 janeiro 2009

Série O BONEQUINHO VIU nº2

Não me lembro se já disse aki, mas no geral meus gostos são giga temerários... pra música, pra filmes, pra livros, pra cores, pra lugares e, como é de esperar, pra homens.

Com os de carne e osso, tocáveis, possíveis, beijáveis, a tendência é me enternecer pelas suas fraquezas ou excentricidades. Quanto mais esquisito, melhor. Se for esquisito e gostar de ler, mais 1 ponto; se for esquisito e tocar violão, mais 5 pontos; se for esquisito e o cheiro da sua pele for melhor do que o do perfume, mais 10 pontos.

Já com aqueles que são só pra olhar mesmo, pra prender minha atenção (pra desperta-la basta ser peludo!) tem que ter algum talento: escrever, pensar, cantar, compor, interpretar enfim... e como sabemos que muitíssimas vezes a competência é inversamente proporcional à beleza, eis os meus feinhos do coração:

Meu primeiríssimo é Matheus Nachtergaele, imortalizado por João Grilo d´O Auto da Compadecida. Pelo menos aos meus olhos de tiete todas as suas personagens são irretocáveis (fora pai Helinho de uma novela ai que não sei o nome): O Dunga de Amarelo Manga é tão bom quanto a Lady Di de Rodrigo Santoro em Carandiru. Só que o gay de Matheus tem mais mérito pq salvou o filme o desperdício total. Se vcs não acham possível gostar de um filme que rejuvenesce Mazaropi, vejam Tapete Vermelho e pasmem, como eu.

Meu 2º lugar é Caio Blat, que, do auge da sua magreza (bondade minha ou ele nem está tão magro mais?) dá show de interpretação independente da profundidade do texto. Pra ilustrar, comparem É Proibido Proibir com Batismo de Sangue.

Marco Ricca - fosse ele um "possível", eu ia propor casamento: além de (bom) ator, também é produtor, roteirista e diretor. Viram O Casamento de Romeu & Julieta? Apesar de Luana Piovani, foi bonitinho não foi? Vejam Canta Maria e, além de um conterrânea minha (Vanessa Giácomo é da terrinha!!), encontrem o ranzinza mais adorável do cinema brasileiro.

Chico Diaz explicita meu fraco por coroas... rs Estou até agora fascinada com o cangaceiro de Corisco & Dadá que ele compos divinamente misturando a rispidez dos povos castigado pela seca, pobreza e injustiças várias com os lapsos de delicadeza de que são, surpreendentemente, capazes.



Bonequinho sempre antenado!

22 janeiro 2009

IMPUBLICO

Sabe qual é o meu sonho secreto? Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia (...) E eu me limito a me surpreender com as circunstâncias da vida que me levaram a viver esse papel: o da mulher que quer mais um pouquinho. Constrange-me existir nesse personagem Chico Buarque, dolorida, bonita sendo assim, meio tonta, meio insistente, até meio chata. E que fique claro que não é por estar você dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque desejo. Estúpida. Latina. Bethânia. Ainda creio que você, quando eu menos esperar, possa me chegar com um verso em atitude.

Fernanda Young em “Aritmética”
Se tivesse me sobrado alguma, eu teria vergonha de dizer que isso ai é mais uma das minhas verdades-de-ponta-da-língua, daquelas que a gente não verbaliza em nome do amor próprio. Poizé, não diria pq não faz parte do meu show, mas alguns dos parcos seres que pisaram minhas areias me despertaram tais níveis de estupor... estou até agora chocada, mas é me imperativo confessar: eu preferia ser apenas a Beatriz de Chico, altiva, envolta nos véus de seu mistério. Alguma tristeza, que senão faltaria beleza, mas irrepreensível em dignidade. Maior que as suas dores e por isso mesmo serena, cretinamente serena.

Dai eu leio uma coisa dessas numa tarde ociosa e me descubro outra: Estúpida. Latina. Bethânia... de uma previsibilidade patética, sendo eu tão mulher quanto as outras, sejam as de Chico ou qualquer Zé. E nem posso me escusar por TPM!

Nem sei se lamento ninguém alcançar o que quero dizer, mas me é absolutamente familiar isso de querer mais um pouquinho! Eu sempre quero, e quero geralmente o que não se pode dar mesmo, pq nem sei direito o que é. O que esse livro me evidenciou foi a diferença entre querer 'uma' pessoa e querer 'a' pessoa, entre meus caprichos e minhas imprescindibilidades.

Esse recorte é um escândalo de precisão, de uma franqueza indecente pros meus eufemismos. Mais uma vez descoberta - e a breguice devidamente desculpada - sigo confessando: o que mais agride nem é constatar que nunca souberam aproveitar minha sempre-bem-humorada-cia.; nem o ridículo de decair em chatice (pr' o que, aliás, um outro recorte dá uma excelente justificativa); nem admitir que não sou tão esperta quanto acredito ser; nem a derrota que é admitir que meu cortejo de virtudes fez mais mal do que bem... o PHoda da coisa é descobrir que algo em mim a-i-n-d-a espera que esses sujeitos que nunca consegui ter a vera, por incompetência ou fatalidade mesmo, me surpreendam com algo que sinalize que lamentam tanto quanto eu... e enxergar - agora com meus olhos de Alcione - que em culpa ou dolo, tenho participação ativa na morte matada dos meus fiascos emocionais.

blergh. Estamos em que século, hein? Incrível como ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais, apesar de termos feito tudo o que fizemos...

N.A.: pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário merrrrrmo: esse texto é de jun/08, que achei impublicável na época. Dai passou um tp, minha indignação baixou um cadim e deixei Jana publicar... e agora cá estou eu, absolutamente sem vergonha, assumindo esse aspecto obscuro e muito bem camuflado de minha pessoa. hihihi

13 janeiro 2009

O ÔNUS DE SER HONESTA

(A idéia nasceu num dia de absoluto ócio naquele escritório (sexta, 26/12!). De Poa, Jana igualmente sem assunto. E nós duas trocando e-mails freneticamente. A pauta? Nossa pior qualidade e melhor defeito: a sinceridade.Todas as lamúrias destiladas com o humor negro que nos sobra, cada uma escreveu o seu próprio texto embora não tenha lá graaaandes diferenças. Mas quis tb eu dar a minha reclamadinha...)

O que acontece é que de maneira geral (de maneira geral é mto bom!) sou bem sincera. E nunca ganhei nem um docinho por conta disso, pelo menos afetivamente, digamos assim: perdi a conta das coleguinhas que sucumbiram ao peso da minha franqueza; assustei alguns mocinhos ao sinalizar minhas boas intenções; irritei ou decepcionei outros tantos com a minha invencível inépcia para os tais "joguinhos de sedução"(joguinhos de sedução não é nada bom!); afastei pessoas (fracas?) e conquistei várias almas afins por seguir acreditando que quem fala a verdade não merece castigo, apesar de.

Tudo pq além de defeito de fábrica (sem recall, lamento informar!) eu tenho é muita pressa: quero viver tudo que há pra viver, sem enrolação, queimando todas as etapas desnecessárias e enguiços enervantes (próprios da condição humana?) Que sentido há, jesuiscristo, em ir embora querendo ficar? Em dizer não qdo é pra dizer pelo menos talvez? Não entendo mesmo isso da pessoa não saber o que fazer com as coisas inesperadas que ouve! Sempre há pelo menos duas hipóteses: fazer nada ou fazer alguma coisa, qualquer coisa. Dai a pessoa não faz nada, eu entendo isso como uma negativa so sweet (pq mentiras sinceras me intereéééssaaaaam!) e lá se vai uma coisa bacana apenasmente pq não é muito comum ser tão assertiva. aff. E se for assim ainda não tá tão mau, pq pode ser que o 'fazer alguma coisa' da pessoa seja mais traumático do que o 'não fazer nada'.

Mas qdo o 'fazer alguma coisa' é traumático pelo menos a gente tem a que reagir. Revidando um beliscão com um tiro ou sendo a mãe do bom senso & amor próprio, alguém toma alguma atitude. Particularmente, acho bem pior o tal do 'não fazer nada': neste caso a coisa bacana nem vai para o Céu Dos Interesses Unilaterais, nem pro Inferno Do Bem Feito, Eu Te Avisei...vai pro Limbo Das Idiotices Que Não Cometerei Nunca Mais, seguida de um cortejo de promessas a (não) se cumprir e toda a culpa decorrente.

E o que se faz no limbo? Atenta-se o juízo dos viventes, oras!!! É de lá que vem aqueles pensamentos paranóides, aquela vergonha duzinfernu, aquela indignação que ninguém consegue mitigar... e gente quase reza por um Alzheimer precoce pra não precisar encarar a mais vaga lembrança do fiasco.

Percebem? A gente acaba se auto flagelando por agir certo!!! A gente faz o que é pra fazer, se responsabiliza pelo que quer ( e invariavelmente é injustiçada por isso: ou pagamos de carentes ou de fáceis), se vira do avesso pra encontrar as palavras certas e o ser se assusta!? Ah, te fudere!!! O que devia assustar é a tibieza em que as pessoas andam vivendo...

10 janeiro 2009

TERESA, EL CUERPO DE CRISTO

Castela, meados do século 16. Nossa igreja é atacada por fora tornando-se sombria por dentro(...)Nas praças queimam-se corpos para salvar almas. Todos os corações estão dominados pelo medo.

Todos, menos um:
[Close em Paz Vega]

Sou vossa, pois me criastes
vossa, pois me redimistes
vossa, pois sofrestes por mim
vossa, pois me chamastes
vossa, pois me conservastes
vossa, pois não me perdi
[Plano se expandindo, portas se abrindo ao avanço de seus passos firmes. Semblante sereníssimo]


O que mandais saber de mim?

Per.fei.to! O espanhol dá o tom exato da seriedade dessa entrega. Com uma protagonista desse quilate não entendo mesmo pq julgaram necessário torcer tanto assim a verdade dos fatos, mas enfim...

Teresa de Cepeda y Ahumada, canonizada em 1622, a 1ª mulher a receber o título de Doutora da Igreja, cuja obra literária talvez seja a mais importante da Espanha Quinhentista... foi perseguida pela Inquisição por conta de êxtases involuntários (a mulher levitava a vários cm´s do chão, assim, do nada!) e visões de Cristo Crucificado. Teresa morreu em 1582, aos 67 anos. Após a morte, seu corpo exalava um perfume deliciosíssimo e até o presente dia se conserva intacto. Seu coração, apresentando larga e profunda ferida, encontra-se exposto num relicário na Igreja das Carmelitas em Alba, Espanha.


O filme mostra Teresa se enterrando num convento pq foi "desonrada", o que particularmente acho até possível, nos seus manuscritos nada é dito com clareza mas dá pra depreender alguma coisa nesse sentido. PONTO. A esculhambação está em dar um nuance sexual aos êxtases. Desnecessário, leviano e absolutamente improvável, que em tempos de caça às bruxas nenhum ser humano razoavelmente lúcido (louco
tinha aos montes!) incorreria num sacrilégio desse tamanho. Aliás, quem escolhe isso? Quem iria correr o risco de virar churrasquinho por sustentar uma mentira? Felizmente as cenas que insinuam essa sandice são poucas, curtas e nada explícitas.

Como fã de carteirinha dessa mulher de chumbo, que deu o sangue na reforma da Ordem Carmelita, eu me sinto na obrigação de ponderar: se naquela época nebulosa da Igreja mulher não sentia prazer nem com o próprio marido, avalie o que seria na cabeça delas fornicar com o Senhor!!!! Essa idéia imbecil só podia mesmo nascer de uma mente herética e insegura quanto a sua competência. Quem precisa polemizar para ganhar atenção sobre o seu trabalho está atestando a falta de talento pra atrair expectadores pela obra em si.

Fora esse vacilo, o filme é bom: a fotografia é belíssima, roteiro consistente (
dá pra reconhecer nas falas trechos dos manuscritos), o temperamento da personagem bem assimilado pela atriz, sem grandes lapsos na cronologia... bonequinho gostou!

03 janeiro 2009

RETROVISOR


Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário: letras, lados, lestes...
O relógio de pulso pula de uma mão para outra e na verdade nada muda
A criança que me pediu dez centavos é um homem de idade no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja é mãe de filhos que não conhece, vendeu-os por açúcar
(...)
A placa do carro da frente se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso, acho que não ultrapasso e quando o faço nem noto
O farol fecha...
Outras flores e carros surgem em meu retrovisor
Retrovisor é passado. É de vez em quando do meu lado. Nunca é na frente
É o segundo mais tarde... próximo... seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu
Retrovisor nos mostra o que ficou, o que partiu. O que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em dia de trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas,
Mostra as ruas que escolhi, calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente coisas ficam para trás

A gente só nunca sabe que coisas são essas
...
* Fernando Anitelli

Manda a verdade que se diga que as vezes a gente sabe, sim, que coisas são essas. Sabe e não se conforma. Não se conforma e empaca. Pelo menos por aki as coisas funcionam assim hihihi

Bem, embora a-i-n-d-a empacada em lembranças mal resolvidas, algumas outras que passaram e ninguém viu me arrancam sorrisinhos bestas... e isso de enxergar tudo ao contrário é até que interessante, já que só o tempo mesmo pra redimensionar os fiascos: na hora a gente quer morrer; depois emerge, cansada e sem ar; passa um pouco, olha pra trás e parece lobotomizada: onde estava todo aquele sofrimento? hein?

E é isso, pessoas: SE VOU pra frente, COISAS FICAM pra trás. Simples como a vida deve ser.

Que em 2009 essa verdade seja totalmente assimilada pelas nossas cabecinhas de vento!

26 dezembro 2008

REINCIDENTE

Passei esses "day off" (como flexiona nº em inglês?) natalinos na cia. de homens interessantíssimos: Tom Hanks, John Kennedy & Caio Fodástico Abreu. Devo confessar que os reais, de carne e osso, sensíveis e tocáveis não foram tão superlativos assim, mas o que há de se fazer? hohoho

Mentiraaaaa!!!! Não tenho quase nada a reclamar: vi todos os meus amados, falei por tel. com um deles, em quem não ponho os olhos há incontáveis anos e, mimo de natal - vejam só! - consegui finalmente alcançar um certo ser que venho cevando com muito carinho, tolerância e dedicação há meses... o ser, claro, já foi pauta aki no rascunho, e, relendo essas coisas agora concluo que:

Eu cismei. E a cisma é forte. E quanto mais Murphy dificulta, mais eu quero.
Os opostos se distraem.
Há uma alma habitando aquele corpo. Uma alma capaz de me surpreender, inclusive.
Eu não tenho conserto, definitivamente.

Jesuiscristo, até quando mentiras sinceras vão me interessar tanto?

Cá estou eu, de-novo-outra-vez-novamente enternecida por um cafa em processo de regeneração!(E isso pq nem cicatrizou direito o fiasco emocional que acabei de sair!!!) Quinen aquelas mães bobonas que acham que seu bb é a 1ª criança do mundo e tudo que fazem é uma coisa, assim, espetacular, sem precedentes. Dai algo que na verdade é o mínimo que se espera de um ser humano normal vira praticamente um milagre. aff

Mas sabem o que é? O guri tem potencial, pessoas! Há uma vaga em aberto e ele se encaixa perfeitamente no perfil que tracei (só não publico cargo e funções pq sou uma moça mui séria). E olha que está em aberto há mó tempão, clamando por substituição imediata. Dai fica difícil resistir. Inda mais eu, cujo coração é o mendigo mais faminto da rua mais miserável...

13 dezembro 2008

CINEMA

Como vcs já estão fartos de me ouvir dizer, eu gosto muito de cinema nacional. Há algum tp uma boa alma me convidou pra escrever sobre isso num blog... claro que não aceitei, que sei que a gente precisa de um certo embasamento pra escrever, né? Mas eu gostei da idéia... rs

Dai que agora esse rascunho será um cadim menos monotemático. De vez enquando, meus queridos, vcs verão aki meus achismos.

Pra começar a série "O Bonequinho Viu", duas cenas ótemas, muito bem escritas e interpretadas:

Lázaro Ramos & Wagner Moura em "Ó Pai, Ó":


Essa cena salva o filme da mediocridade e, na minha opinião, absolve Lázaro Ramos - que eu acho simplesmente irrepreensível - de um papel tão aquém do seu talento.

Gustavo Falcão & Mariana Ximenes em "A Máquina":


Os roteiristas estavam muito inspirados! Avaliem o que é memorizar um texto desses e falar com esse sotaque!!




07 dezembro 2008

DAS MENTIRAS QUE EU NÃO VOU MAIS CONTAR

Eu cansei das minhas mentiras. (e não deixa de ser interessante fazer tanta questão que o mundo seja honesto quando eu mesma sou meio dúbia nesse quisito!) Dai que hoje quero fazer um anti-primeiro de abril: um dia de falar verdades, que de tão esquecidas que estavam, de repente chocam mais do que mentiras...

Eu vivo dizendo que acho bacana esse povo animado que cuida do corpo e gasta horas suando sobre um aparelho. É mentira. Não acho bacana, acho perda de tempo e na maioria das vezes acho fútil. Pra mim academias viraram mais um lugar pra socializar do que pra malhar. O povo vai lá pra fazer exposição da sua figura, medir as outras mulheres e olhar os outros homens.

Digo que não tenho mais disposição de passar a noite toda na rua. É verdade que ambientes enfumaçados e barulhentos não me apetecem, mas o motivo-mor é (falta de) cia. Infelizmente posso contar nos dedos de uma mão as pessoas que sustentariam uma noite toda me divertindo. (e vice-versa, claro!)

Adoro dizer que deixo de fazer as coisas por preguiça. É meio verdade, e meia verdade = mentira! Não vou àquele barzinho que inaugurou pq não tenho carro e odeio ter que pedir pra alguém vir me buscar; não faço aquele roteiro bacaníssimo de ecoturismo pq quase ninguém que conheço gosta dessas coisas e sozinha eu não vou nem à esquina; falto descaradamente churrascos, aniversários e festas em geral por isso: apenasmente por ser meio difícil pra chegar.

Digo que fico no MSN quando não tenho nada pra fazer e é uma mentira descarada. As vezes eu até tenho, mas acho bem mais divertido sentar pra bater papo. A verdade é que lá eu encontro mais pessoas que querem me ver do que aki do lado de cá, das pessoas de carne e osso. Do lado de lá nunca falta assunto e nem precisa de catalisadores alcoolicos. Talvez seja pq a distância geográfica faça a gente dar mais valor ao tempo que tem (e dá) às pessoas... e tb, claro, pq a gente pode conversar de pijama né Dani??? hihihi

Não lembro se já falei isso aki no rascunho, mas oficialmente tive 2 namorados. Desses que a gente apresenta pra família e anda de mãos dadas qdo sai. Mas a verdade verdadeira é que não tive nenhum. Não era um conceito verbalizado, mas eu só considero namoro qdo além de bjo na boca, há inteireza e reciprocidade. E até agora não tive a benção de tal simultaneidade: as vezes é inteiro mas não recíproco; algumas vezes eu achei que era inteiro e recíproco, mas era só solidão a dois; as vezes até é beeeem recíproco, mas qualquer cego enxerga que não seria inteiro nem no dia de São Nunca...todas essas variações cedo ou tarde doem em alguém, mas passam como tudo nessa vida. (♬ tomando chá ou cachaça, tomando champanhe ou não... ♬ rs) As dores que ficam - e que um dia doerão em paz, certeza! - são as causadas pelas impertinências da vida, os impedimentos, os desencontros leves de Lispector:

... Bem sei que há um desencontro leve entre as coisas, elas quase se chocam... há desencontros entre os seres que se perdem uns dos outros, entre palavras que quase não dizem mais nada. Mas quase nos entendemos nesse leve desencontro, nesse quase que é a única forma de suportar a vida em cheio, pois um encontro brusco face a face com ela nos assustaria...

Poizé, encontros bruscos, face a face, foram apenas 3 até agora. (3 mesmo. É verdade dessa vez.) Dois já doem em paz e último falta pouco. E como errar é aprender, espero da vida, confesso, um cadim de delicadeza no próximo encontro, que ando muito sensível. Pra ser sincera, nem quero mais minha fantasia de mulher maravilha. Quero de volta todas as prerrogativas mulherzinhas das quais abri mão - nem Deus sabe em função de que - durante esse tp todo. Inclusive pedir colo.

Pronto. Falei!

N.A.: inspirado num texto de Cleo Araújo

01 dezembro 2008

DAS CONSEQUENCIAS DAS BOAS ESCOLHAS...

Devolve
(Angela Brandão)

Ah, se não for pedir demais
Já que pra você tanto faz
Faz a gentileza,
Segue o meu conselho
Devolve a imagem que eu via no espelho!

Sabe os velhos planos? Hoje eu improviso.
Sabe a minha aposta? Eu tô no prejuízo.
Sabe aquele riso de criança?
Sabe a minha autoconfiança?
Sabe a minha calma? Olha como eu fico.
Sabe os meus poemas, as canções do Chico?
Sabe aquele pingo de consideração?
Sabe o meu tesão? Eu te suplico!
Pois é…

Devolve!
Porque pensando bem eu mereço
Devolve!
No mesmo velho endereço
Tudo o que eu era no começo
O que você me tirou não tem preço

Sabe aquela calma, aquele controle?
Lembra a minha pele, o meu phisicque du role?
Tanto investimento, tanto tempo, tanto sonho?
Sabe a fé que eu tinha em Santo Antonio?

Sabe o meu pudor? Eu ando em carne viva!
Lembra aquele humor? Eu tinha esportiva…
Sabe a minha cara à tapa, a mão que eu pus no fogo?
Sabe aquele antigo azar no jogo?
Pois é
Devolve…

PS¹.: Se alguém souber o que vem a ser o tal phisicque du role, favor me contar!

PS².: Mantra para a situação:

Viver é melhor que ser feliz!

Viver é melhor que ser feliz!

Viver é melhor que ser feliz!

Viver é melhor que ser feliz!

Viver é melhor que ser feliz!

UPIDEITE :

A expressão "physique du rôle" quer dizer encarnar perfeitamente um papel, ser adequado para aquele papel. Por exemplo, Fernanda Montenegro em Central do Brasil estava em seu "physique du rôle"

fonte : Clariana de Castro.

24 novembro 2008

TÚNEL DO TEMPO

Regras:
- Colocar o link de quem chamou para brincar.
- Escrever um texto sobre lembranças da infância.

- Postar o selo do meme dentro do artigo.
- Se possível, postar uma foto de quando era criança ou adolescente.
- Chamar cinco amigos para brincar com você.



Para ler ao som de "Bola de Meia, Bola de Gude" do Milton Nascimento

minha mãe que me ensinou a rezar: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade Divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém.

meu pai que me ensinou a cantar: Ô coisinha tão bonitinha do pai/Você vale ouro, todo o meu tesouro/Tão formosa da cabeça aos pés/Vou lhe amando, lhe adorando/Digo mais uma vez, agradeço à Deus, por que lhe fez.

... mamonas, estilingues, eu e o Du, cada um pendurado na sua amendoeira: gueeeeerra!!!; a bicicleta vermelha da Débora; o "poção" (hj devidamente aterrado, com um bairro inteiro em cima); descer morro abaixo sentada num papelão; café com alcool depois do banho de chuva; a padaria abandonada e a erisipela do vô Chiquinho; perturbar as galinhas do seu Santana; ser a única menina numa horda de primos mais novos; visitar o que as águas de março não levaram da casa do vô Inácio; Alexandre e seu estrabismo inexplicável (ele ficava mais vesgo se passasse muito tempo sem óculos); a caixa de fotos impagáveis da tia Thereza; o bandolim do seu Adalto e o violão do tio Pedroza; a casa de Ana Valadares, que não teve filhos mas é madrinha de 3 gerações da família Cordeiro dos Reis; vó Cecília que morreu de amor; o assobio e as batidas na porta exclusivas do meu pai; a estante cheia de livros - que eu cobiçava desavergonhadamente - da Caroline; as plantas intocáveis da vó Conceição; comer os docinhos macumbados que apareciam embaixo do coqueiro da tia Elza; o véu de mistérios que envolvia tudo sobre tia Tânia (hj o mistério tem nome: esquizofrenia!); a chácara do Russo e o terror de minha mãe ao me ver pisando, descalça e feliz da vida, aquele lamaçal; tia Lourdes cantando Let It Be; os lambaris fritos do seu Carlinhos e os bolinhos de chuva da Eliane; o guarda roupa fedendo Trés Marchand e os LP´s "favor não tocar" do tio Zé Antônio; o banco traseiro do fusquinha amarelo, que deslizava pq meu pai passava silicone liquido nele; o 'cortiço' onde vivia o tio Sérgio; as verdades inconfessas e as mentiras-de-mãe sobre o Tra-lá-lá...

(detalhes: bota ortopédica que usei anos a fio e que não endireitou as minhas pernas, cabelos ruivos e alto grau de fotofobia!)

Ai que delícia lembrar dessas coisas!!! E ainda bem que o meu moleque sempre vem me dar a mão!!!

Bem, eu vi a vaquilda brincando e vim brincar tb... fiquem a vontade, sim?

15 novembro 2008

O RETORNO DE SATURNO

Nada mais fácil de constatar em nossa vida do que os ciclos. Toda a nossa compreensão mental do mundo depende dos ciclos, já que são eles que nos fornecem os meios para aprender, crescer, amadurecer e compreender com o fenômeno da repetição. A Astrologia ensina que o deslocamento dos planetas em sua própria órbita causa efeitos que se repetem ciclicamente. Assim, quando um planeta forma um aspecto em relação à posição que ele ocupava no momento de nosso nascimento, ele está simplesmente indicando de que forma essa energia se tornará atuante em nossa vida, terminando um ciclo e iniciando outro. O mais rápido é o da Lua, que demora apenas um mês, e o mais lento é o de Saturno, que demora 29-30 anos para dar uma volta completa.

Saturno é como um relógio. Na mitologia grega é Cronos, o tempo. É o regente da responsabilidade, da autoridade e do pai. Marca nosso amadurecimento, o envelhecimento e o reconhecimento. Promove uma consciência da limitação existente no indivíduo em pontos específicos pressionando-o a trabalhar especificamente sobre esses pontos de modo que essa limitação possa ser integrada e contribuir para a sua realização plena. É uma espécie de mestre de artes, agudo, incisivo, provocador, responsável pela desagregação de todas as estruturas limitantes do potencial humano.

Entre os 21 anos e os 29 anos e meio, a pessoa tende a desenvolver seu potencial de independência, buscando conquistar seu próprio espaço, estabelecendo uma identidade própria. Mas, se aos 29 anos a pessoa não consegue alcançar as metas estabelecidas, então começa a primeira grande crise, o primeiro ‘retorno de Saturno’: o que você andou fazendo até agora? Estudou? Se formou? Está empregado? Conseguiu constituir uma família? Já tem um filho? Já comprou casa? Já?... Já?... Já?.... Neste momento de nossa vida é imperioso estabelecer nova relação consigo mesmo, assumindo um novo ciclo dentro de sua existência. É a hora de fazermos importantes escolhas, passando a agir com mais consciência e de acordo com nossa essência. Não há retorno possível dentro do ciclo, não se anda para trás.
fonte: deus google, que tudo sabe e tudo vê.

Bem, eu não acredito nadinha em astrologia, mas sou obrigada a reconhecer que a coisa procede. Não pode ser apenasmente uma fatalidade cósmica todo mundo surtar um cadim por volta dessa idade. É diferente dos surtos da aborrecência; (embora a gente se sinta regredindo, vergonhosa e incontrolavelmente a ela.) é diferente dos surtos femininos habituais; é diferente da eterna inconstância masculina e é diferente do Ciclo Seco de Caio Fodástico Abreu. Dói mais fundo, tão fundo que nem dá pra identificar exatamente onde. tsc

Dai que eu acho que meu retorno de Saturno aconteceu meio an retard, como quase tudo de importante na minha vida. O que deve merecer registro e especulações, já que deus google me contou que Saturno tem micro ciclos de aproximadamente 7 anos, igualmente coincidentes com fases nevrálgicas pro desenvolvimento de qualquer ser - idade escolar e adolescência - as quais eu entrei an avant e sai aparentemente mais ilesa do que as minhas coleguinhas...

A verdade é que não sei precisar o início desse ciclo desgraçado (deus google tb me contou que tem gente que diz que é uma verdadeira descida aos infernos!) já que crise é uma constante na minha vidinha. O que eu sei e tenho até um certo orgulho de constatar, é que embora eu não tenha feito nem metade do que se espera que uma mulher na minha idade tenha feito, nem tudo é escombro e desolação:

  • Hoje em dia eu bebo (e como hihihi) o que eu quero e não o que tiver pra beber (/comer);
  • Lamento bem menos o que podia ter sido e não foi;
  • Escolher continua sendo um parto, mas os erros já não tem mais a importância esmagadora que eu dava;
  • Diminui severamente a distância segura que sempre mantive em relação a tudo que não tenho controle;
  • Tosei os cabelos como sempre quis, alheia aos reclames do padrão vigente de feminilidade;
  • Me convenci que trabalhar é o corresponde adulto pra estudar: e segue como um mal necessário;
  • Me conformei que não posso tudo, que não aguento todos os trancos, e que deve ser até que bom seja assim.
  • Antes de fazer uma merda eu me perguntava 'o que tenho a ganhar?'. Hj eu me pergunto 'o que tenho a perder?'
Oras, não podia ser tão catastrófico assim, né?

08 novembro 2008

SOBRE O AMOR DA MINHA VIDA

Para ler ao som de "Como Dizia o Poeta", do Toquinho

Eu encontrei. Quem diria? Logo eu, tão descrente dessas coisas do coração...

Poizé, encontrei. Tem nome, é de carne e osso, cheiro e toque. Não sei se devia acreditar, e as vezes eu desacredito total, mas me ama também. Agora só falta encontrar alguém com quem eu possa viver.

É que o amor da minha vida não cabe em mim e eu não caibo nele. Não basta que a gente se queira, se entenda e se goste há todo esse tempo. Não basta essa gastura em que a gente vive, os surtos de não-vou-mais-te-ver que eu tenho e a teimosia de esperar mais daquilo que não há de ser. Não presta que ele mova céus e terras pra me ver e que depois eu fique aki, com vontade de que volte logo e pra sempre. Não importa que eu esqueça até o meu nome depois, que os sentimentos corram de ambos os lados, intensos e desarvorados. Não é suficiente que haja amor para se viver um amor.

Eu e ele somos o sol e a lua daquele .pps velhíssimo que tenho certeza que vc já recebeu pelo menos 2 vezes. Seus mistérios me instigam e minha clareza o ofusca. Tenho fascínio pelo mundo plácido e descomplicado que ele habita, e ele vive intrigado pelo que supõe inalcançável em mim, mas quando enfim eu digo "venha", (sim, ele traz a lenha e só sobram cinzas no final hohoho) ele entende "vá". Quando um se sente em paz o outro quer a guerra. É preciso me traduzir a cada centímetro do caminho enquanto ele explica que eu também não entendi nada. Discordamos sobre alguns conceitos - particularmente o de fecilidade - sobre o que fazer com o dinheiro, sobre como criar filhas aborrecentes, sobre nossos limites e sobre o que queremos um do outro e um para o outro... O desacerto é imenso, impossível abstrair.

Dai que inspirada pela autora desse texto que estou mutilando sem dó, fui ver A Ópera do Malandro. E Chico Buarque, perfeito como sempre, trouxe um pouco de lucidez a essa alma meio abobada pela novidade que é estar apaixonada:

O amor jamais foi um sonho,
O amor, eu bem sei, já provei,
É um veneno medonho.
É por isso que se há de entender que o amor não é ócio,
E compreender que o amor não é um vício,
O amor é sacrifício,
O amor é sacerdócio.

Nosso amor é sacerdócio. Supõe privações pelas quais não estou disposta a passar. Vai me exigir cedo ou tarde renúncias que não serei capaz sequer de considerar. Vai ter qualquer coisa de devocional pra sempre. Talvez eu até lhe compre um relicário, que seria bem merecido. Mas só. Já deu.

Iluminada por Chico, corajosa como uma mulher bomba, decidi que não quero mais o amor da minha vida ocupando o lugar de amor da minha vida. E venho publicamente pedir que libere a vaga:

- É com você mesmo que estou falando, você aí, que se instalou feito um posseiro dentro do meu coração, fazfavô de caçar um rumo! Xô.

Há de haver um homem possível, me esperando em algum lugar nesse mundo. Um homem que fale a minha língua e traduza meus silêncios. Que mais do que me querer, possa cuidar de mim. As qualidades podem até variar, mas aos eventuais interessados já vou avisando que existe um defeito que considero imprescindível: inconformismo. O próximo amor da minha vida não pode nunca se acomodar com o que incomoda. É um pecado, mas o que está dando ponto final à nossa história é essa maldita mania de viver no outono. Tá ruim mas tá bom, sabem como? Que derrota...

N.A.: a base do texto é de Maitê Proença. Fui retocando aki e ali pra
minha história caber justinha.