19 setembro 2009

VC ME DARIA A MÃO??? *


São sorrisos largos, lagos repletos de azul

Os corações atentos, ventos do sul
São visões abertas, certas, despertas pra luz
A emoção alerta
Que nos conduz

Sonhos, aventuras, juras promessas... (dessas que um dia acontecerão?!?)
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos, dispersos
No meu novo universo serão palavras do coração

Os artifícios, vícios deixando de ser,
Os velhos compromissos pra esquecer
São pontos de vista, uma conquista comum
O mesmo pé na estrada de cada um... *
* Palavras do Coração - Bruna Caram

* inédito: esta é a ÚNICA pergunta que me ocorre nesse momento mulherzinha...

Progressos? Progressos!!!

08 setembro 2009

BODAS DE POST-IT


Como não só de tragédias vive esse rascunho, deixa eu contar uma historinha bacana:

Enton que depois de uma vida inteira de más escolhas e todas as frustrações decorrentes, eis que a moça enfim vislumbra a possibilidade de algo inteiro & recíproco. A benção da simultaneidade, vagamente imaginada nos seus dias cinzas ou depois daquelas noites que queimam mas não aquecem, parece que vem com o bônus de outra alma em stand by, esperando o amor chegar.

Dai que esse fds secretamente a moça celebrou seu 1º mês - depois de vários anos - cultivando (em outras ocasiões ela diria 'cevando') uma mesma pessoa. Com Smirnoff Ice e Capelinha ela brindou ao delicado da vida e ao inusitado da coisa toda, e lá pelas tantas concordou com Rita Lee que, do celular jogado em algum canto do chalé, dizia que sexo é do bom, amor é do bem... noites pares são possíveis, afinal.

Mais-do-que-rendida, a moça dá por encerrada sua fase 'mentiras sinceras me interessam' pra entrar noutra, mais de acordo com o que precisa e merece: 'ou tudo ou nunca mais'. É que todos esses anos de escassez lhe abriram o apetite...

É isso, pessoas. Mais uma pequena epifania. Meu desejo é meio bobo, mas perfeitamente compreensível e perdoável: nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração...

Torçam, sim?

30 agosto 2009

ORFÃ

Eu o-d-e-i-o coitadismo! Odeio me sentir injustiçada, incompreendida, à margem.

Odeio, mas hj é mais forte do que eu. tsc

Ontem o tempo fechou por aki... um vendaval de emoções - aquelas amordaçadas pelo bom mocismo - que durou alguns minutos e fez grandes estragos.

Verdades inconstestáveis mas nem por isso bem vindas + surto de macheza alcoolica + cumplicidade materna = ceninha digna de filme nacional anos 80, com direito a sacode e leves escoriações no pulso. Trés chic.Vizinhos aplaudiram pasmos, certamente.

E pode tomar sacode de irmão??? E pode mãe achar merecido? Pode. Na casa de sinhá pode.

Mas NÃO pode. No mundo
que habito me escondo não pode. No meu mundo as mães - não tendo competência para mais - ao menos são justas. Os irmãos - não se amando - ao menos se respeitam.

Dai que hoje
o sol brilha lá fora e aqui dentro vivo um inverno europeu, com requintes a lá Hector Babenco: sem teto, sem chão, e mais sem pai do que habitualmente. (odeio coitadismooooo!!!) Escrevo pra diminuir a febre de sentir que nunca, nunca vou me acostumar. Nunca vou conseguir ficar quieta, nunca vou ser o que esperam que eu seja: a-que-escolhe-bem-as-palavras-pra-não-explicitar-a-fragilidade-alheia. Não vou pq eu até consigo ser tolerante, mas conivente não.

Escrevo também pra despistar o pensamento recorrente e top do coitadismo que "se meu pai tivesse aqui ele não ia deixar fazerem isso comigo" Aff, pq a gente fica tão imbecil quando sofre?

Dai que tb fiz minha ceninha: rasguei e exclui fotos, deletei do MSN e essas patetices que a gente faz quando não pode fazer mais nada, quando não tem coragem pra fazer alguma coisa definitiva. Ridiiiiiículo.

Dai que se há um Deus no céu meu pulso vai ficar inchado por dias e as escoriações vão inflamar. hohoho

♬ minha dor em eterna exposição ♬

Mentira. Claro que há um Deus no céu! (e de lá se debruça dia e noite pra olhar por mim)

N.A: tô dizendo que blogterapia é um santo remédio? Já estou até fazendo piadinha amarela. rs

20 agosto 2009

DAS COISAS QUE NAO TEM PREÇO

Conseguir reunir amigos de faculdade quem não se vêm desde a formatura, relembrar as tosquices e a pindaimba da época e rir até chorar, até a barriga doer.

Minha coleção de filmes nacionais;

Candice e Jana encontrarem semelhanças entre a clara que vos escreve e Clara del Valle de Isabel Allende;

As visitas-de-feriado-prolongado de Biel;

Os xiliques de ciúme inconfesso de certo ser ai;

A minha capacidade de me des-interessar pelas pessoas;

O meu mais novo defeito: amor próprio (pra dar e vender. rs)

Meus blogstar´s;

Meus livros grifados com giz de cera vermelho;

Os milagres da distribuição de renda realizados pela Mô;

"Olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer";

O interesse de Caroline por livros e filmes;

O chat corporativo com Jana;

Os bônus da Vivo que nem consigo gastar, que provam que tem gente que gosta muito de falar comigo \o/

Minhas tirinhas do Calvin;

Filosofia de boteco via MSN;

Brindes silenciosos ao delicado da vida;

"Detalhes sórdidos na coxia" com minhas tri-amadas;

Blogterapia;

Todas as "tempestades e naufrágios" que fizeram de mim o que sou agora.

(pensando seriamente em transformar o rascunho num doble-twitter: 280 caracteres, que tal?
)

11 agosto 2009

MOMENTO TWITTER

Pela absoluta falta de coisas publicáveis pra dizer, deixo vcs com as pérolas do último livro que li:

Os homens se perdem por desejar... Melhor fariam se se limitassem às suas necessidades.

Onde se encontra a beleza? Nas grandes coisas que, como as outras, estão condenadas a morrer ou nas pequenas que, sem nada pretender, sabem encrustar no instante uma preciosa pedrinha de infinito?

A faculdade que temos de manipular a nós mesmos para que o pedestal de nossas crenças não vacile é um fenômeno fascinante.

Nunca vemos além de nossas certezas e, mais grave ainda, renunciamos ao encontro. Apenas encontramos a nós mesmos sem nos reconhecer nesses espelhos permanentes... Suplico ao destino que me conceda a chance de ver alguém e enxergar além de mim mesma.

Nada agrada mais a verdade do que a simplicidade da verdade.

O que é bonito é o que captamos enquanto passa... estar vivo talvez seja isso: espreitar os instantes que morrem.

A quem interessar possa: A Elegância do Ouriço, Muriel Barbery.

Em tempo: amados, torçam por mim? Me enviem todos os pensamentos do bem possíveis, rezem, mentalizem, energizem, enfim... detalhes em breve. (amém!)

26 julho 2009

Questinário de Proust

(descobri dia desses que quest-tapa-buraco-da-falta-de-assunto tb atende por esse nome bacana ...)

Qual o traço principal de seu temperamento ?
Curiosidade

Seu maior defeito ?
A absoluta incapacidade para rodeios

A qualidade humana que você prefere ?
Gentileza

Seu personagem histórico favorito ?
Eu admiro muito mulher valente: Tereza D´avilla, Edith Stein, Anne Frank, Olga Benário, Anita Garibaldi ... as putas que seguiram a Coluna Prestes, as mães de família que pegaram em armas pra defender o Belo Monte de Antonio Conselheiro... enfim, célebres e anônimos que escolheram se consumar a se consumir.

Seus heróis favoritos na vida real ?
Gente que consegue ser fiel ao que pensa e quer sem machucar muito os outros.

O que vc gostaria de ter sido ?
Não sei.

Seu ideal de felicidade terrestre ?
Estar em tudo que se faz, dia após dia, com alegria.

O cúmulo da miséria ?
Solidão a dois.

Onde vc gostaria de viver ?
Numa cidade pequena, que tivesse algum lugar bonito, desses que a gente visita de vez enquando pra se encontrar consigo mesmo, sabe como?

Qual é o dom que vc gostaria de ter ?
Algum talento musical.

Que defeito é mais fácil perdoar ?
Depende da relação que vc tem com a pessoa que precisa perdoar: já relevei coisas imperdoáveis e bani pessoas da minha vida por muito pouco...

Seu pintor preferido ?
Não conheço nenhum.

Seu compositor favorito é...
Cazuza!

Sua cor preferida ?
Eu gosto de preto. E sempre prefiro cores neutras.

O que vc detesta acima de tudo ?
Gente rasa, relapsa e mentirosa (no mesmo grau de importância!)

Qual é a sua máxima ?
No momento: acorde arrependido mas não vá dormir com vontade! rs

O que vc gostaria de fazer agora na sua vida?
Agora? nada em especial.

20 julho 2009

INXS

Nome Próprio redimiu Leandra Leal das personagens patéticas de sua carreira. \o/



(Outro filme que só consegui assistir graças a caridade alheia, já que na minha cidade filmes nacionais só entram em cartaz se forem bem comerciais. E esse é nada comercial: é temerário, é cáustico, é denso e - não fosse tão verdadeiro - seria mais um desperdício de verba e talento.)

A Camilla de Leandra é exagerada, egoísta, invejosa e está a um passinho de surtar. Absurdamente corajosa, vá lá. Há se de se ter muita coragem pra ser tão inconsequente. Camilla é o que qualquer um pode se tornar se não se respeitar, se não se amar, se não tomar as rédeas da própria vida, se não aprender sobre seus limites e os dos outros. Camilla é o aspecto sado-masoquista de cada ser humano, o potencial infinito que temos pra fuder com tudo numa só tacada.

A princípio, claro, ninguém se identifica com tanta agressividade. Ninguém tolera. Ninguém assume mas a verdade é que todo mundo é parecido quando sente dor: eu e vc somos, sim, capazes de coisas terríveis. Mas felizmente temos a benção do senso de civilidade, do zelo pela auto imagem do medo do ridículo e é só isso que preserva a maioria de se perder nos próprios labirintos. Dai que uma minoria desafortunada, de lucidez descalibrada e a alma larga demais, assume o fardo da demência que pesa sobre o mundo inteiro: Virgínia Woolf, Camille Claudel, Ana Cristina Cesar, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e vários outros, célebres ou anônimos, que não deram conta de si mesmos por excesso de bagagem: existências INXS ...

Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente...

Essa tal coisa ausente que atormenta não te soa familiar? A mim muito. Desde sempre.

Voltando ao filme, Camilla me diz muito pouco (hohoho) mas seus achismos me atormentam há duas semanas: como ela, também fico pensando se realmente ninguém se cura de nada, nunca... se a gente não pode mesmo viver uma paixão impunemente, se a minha dor é tão DOR assim a ponto de transpirar a escrita.... no fim concordo, espantada pelo que há de novo em transbordar: tudo sobra em mim, ao mesmo tempo não há nada em mim nem ninguém. Eu sofro de nada. E de ninguém.

Eu sofro de nada! Ai, que horror!

Deus me livre de Camilla! amém.

15 julho 2009

PANELA VELHA

Direitos de Reprodução gentilmente cedidos por Cris, que me deu uma ótema idéia pra falar dos meus coroas.

Quem é?
Carlos Alberto Riccelli, ator e diretor, 63 anos.

De onde você tirou isso?
De um nome num cartaz. rs

Meus pais foram ao cinema assistir Ele, o Boto. E eu - na época com míseros 10 aninhos - claro que fui vetada.

O que chamou a atenção?
A curiosidade!

Instigada pelo meu pai (que passou dias imitando os pulinhos que o boto dava qdo deixava de ser homem e voltava a ser boto!), cismei que pre-ci-sa-va ver o filme. Vi o cartaz, achei "riccelli" muito chic, over sonoro e fiquei curiosa pra ver a cara do dono desse nome: pedi, implorei, argumentei, pirracei e ninguém teve pena! Dai que mais tarde aluguei o VHS (VHS!!!!) e pude constatar, maravilhada, que o dono era beeeem melhor que o nome.

Bem, a curiosidade, o nome e depois o "resto". Acho que foi o 1º corpo em que prestei a devida atenção, sabem? E também um mauzinho que ele fez em Vale Tudo (e eu a-m-o mauzinhos!) Dai ele fez um pescador em Riacho Doce e foi nessa época que descobri que belezas espartanas me agradam.

O que chama atenção?
Ele é grisalhooooooooo!! Tem um queixo praticamente fálico e um sorrisinho cafa irresistível.

O que é esse homem tem?
Ele é grisalho. rs
Ele é talentoso.
Ele é estiloso.
Ele resiste ileso ao passar dos anos.

É a perfeição?
Claro que não. Afinal, é homem. Chora e fede como todo mundo... mas não daria um bom candidato a Clint Eastwood tupiniquim!? (hein tri? Pontes de Madison Brazil Version!! hohoho)

Amo muito tudo isso:
A cabeça de 60 num corpo de 30 \o/

Gostou? Então saiba mais: pergunte a deus google!!!

em tempo: ele está no elenco de Federal. Pelo que soube, coadjuvante de Selton Mello, numa releitura (menos caricata, espero eu!) do Capitão Nascimento de Wagner Moura.


06 julho 2009

SOBRE A EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES

... e quanto a idealizar, isso é uma prerrogativa nossa, tão bem aceita quanto a milenar capacidade de "se fingir de morto" masculina. Se a gente não idealizasse, não quisesse um mundo melhor, de homens melhores - como vc mesmo disse abaixo - ainda viveríamos nas cavernas. Alguém tinha que dar um passo a frente na evolução!!! kakaka
Game Over!

Esse foi o fim de um chat via rede corporativa, que começou com o texto "sem sexo até 2010", atribuido a LFV, que confronta com humor e ironia as necessidades femininas e mas
culinas. Replicamos de 7:23 as 16:45 (ou seja, durante todo o expediente!) cedendo num parágrafo e se contradizendo no seguinte.

Na verdade a gente perdeu foi tempo. Eu jamais vou concordar que sexo é uma necessidade física tão básica como comer (ok, é uma necessidade física, mas não tão vital assim), e ele jamais vai admitir que tem que haver algum sentimento - qualquer sentimento, respeito ao menos - pra que sexo faça algum sentido, distinguindo o ser humano dos outros bichos.

(Longe de mim fazer apologia moralista, mas se as relações afetivas no geral andam meio non sense é pq tá faltando senso crítico, convenhamos. E escrevo isso confortavelmente sentadinha sobre meu próprio rabo, eu que sou a mãe das más escolhas: além de um gosto over temerário, tenho uma fraqueza inexplicável por tudo que parece impossível.)

Mas voltemos: consensual mesmo só que sexo é precisância, é querência. Sexo sem amor é vontade. Sexo é escolha, amor é sorte. Ponto. A partir daqui homens não avançam e mulheres não deveriam ceder. Acredito mesmo que no dia que a gente prestar atenção no que merece e não aceitar nada menos do que isso, subiremos mais um degrau na escala evolutiva.

Claro que não estou considerando o que essa mulherada fútil, mimada e egoísta a-c-h-a que merece. Estou falando das coisas que a gente ganha pq já deu, de sinergia, de reciprocidade. Aquela coisa fofinha do "ela me faz tão bem que eu tb quero fazer isso por ela", saca? Me recuso a acreditar
que isso seja utópico demais! Não estou considerando também esses rascunhos de homem que vivem pra enlouquer a gente com suas incoerências, que passam a vida se defendendo sabe-se lá do que e estranhamente se enroscam até o último fio de cabelo naqueles tipos estranhos que não inspiram a menor confiança. Esses não são os mais aptos!!!

Se a humanidade pretende sobreviver a si mesma, melhor que se conforme de uma vez:

Fernanda Young já até consegue vislumbrar como seria o mundo se tomassemos posse dessa verdade incontestável: uma nova geração de mulheres que não precisará de homens - ou não precisará pelos motivos que hoje precisa. Mulheres que serão menos chatas, menos carentes, menos desesperadas. Que criarão filhas mais fortes e filhos mais frágeis.

01 julho 2009

SÉRIE O BONEQUINHO VIU Nº 3

Estou assistindo (en retard como sempre!) Queridos Amigos por caridade alheia: quando passou eu não vi pq era tarde demais pra mim, que viro abóbora bem antes da meia noite. Mas graças a uma comunidade bacaníssima do orkut, Filmes Brasileiros (Download), onde o povo disponibiliza verdadedeiras pérolas tupiniquins (trastes tb, mas enfim, viva o cinema nacional!) e graças a Dmitry - um russo com coração brasileiro - que consome tudo via Globo Internacional e nos fez a gentileza de atualizar todos os links expirados, eu posso assistir na hora que eu quiser, quase um ano depois!

Baseada na vida da autora, Maria Adelaide Amaral, ambientada em novembro de 1989, a minissérie mostra amigos que sobreviveram à ditadura militar (e a si mesmos!)
se reencontrando depois de 8 anos de dispersão física e emocional. Que mais precisaria pra me prender a atenção, eu que sou levemente subversiva AND a mãe da nostalgia? rs

Além do deleite de ver os atores que admiro esbanjando talento;

Além de Fernanda Montenegro e Aracy Balabanian estrategicamente coadjuvantes;

Além de Luiz Carlos Vasconcelos irritando o mundo com a covardia de Ivan;

Além de Maria Luisa Mendonça justinha na patetice de Raquel;

Além de Debora Bloch assumindo o ônus das más escolhas de Lena sem decair
em dramalhão;

Além de Matheus Nachtergaele (meu feinho do coraç
ão, lembram?) encarnando mais um comunista;

Além de uma trilha sonora que enriquece as cenas mais simples;

O enredo ainda tem o plus me instigar pe
ssoalmente: que notícias me dão os amigos? Ando numa curiosidade doida, querendo saber de todos... lamentando um tantão quem a vida já levou e mais ainda quem foi embora com as próprias pernas. Aliás, conseguimos dia desses juntar amigos de faculdade que não se viam desde a formatura!!! E espero pra esse ano ainda, rever minhas tri-amadas. (viu, Mô? viu, Candice?) e se Deus ajudar, ir conhecer Jana.

Bonequinho aplaude de pé:

Guilherme Weber, o melhor gay que eu já vi!!! Pq além de viado com V ele é mau e os maus são os melhores!! Pq além de viado e mau, lá no fundo ele é bonzinho!!!

Dan Stulbach e seus olhos irresistíveis numa overdose de tolerância, num nível que só moribundos atingem

Denise Fraga lutando contra seus fantasmas numa docilidade que beira a loucura, mas mesmo assim invejável.

Odilon Esteves
o-que-é-esse homem??? Perfeito!!! Afetado como todo viado-star, mas delicadíssima e generosa.
Eu tinha certeza que já tinha visto aquele queixo em algum lugar, mas demorei uns 5 capítulos pra lembrar onde: Frei Tito em Batismo de Sangue!!!






28 junho 2009

SINTONIA x PROBABILIDADE

Dia desses Gab e eu estávamos no MSN divagando sobre isso dos nossos interesses dificilmente serem recíprocos, possíveis, descomplicados...

As vezes fico pensando em quantas pessoas bacanas devem ter no mundo pra eu perder tempo justamente com gente que não merece. Jana lembraria do meu dedo podre, da minha vocação pras más escolhas (e eu meio que concordaria, mas argumentando que excentricidades me atraem). Gab até consideraria a possibilidade de outros condicionantes, mas acha que tudo é questão de sintonia e química.

Sendo apenasmente uma questão de sintonia: como ondas de rádio!?! Vc sintoniza e escuta. Se gosta do que ouve, vira um boa cia. Se não, procura outra faixa. (num mundo cada dia mais autocrático nem soa tão mal assim escolher as pessoas como se escolhe música...rs)

Perguntei se não seria cisma. Pq eu me conheço e sei que qdo cismo com o vivente é f-o-d-a. De maneira geral enquanto não gasto todo o meu latim e ele não me gasta toda a paciência, não desisto. Felizmente o tempo tá me fazendo menos teimosa e nem tenho demorando muito para me conformar quando o interesse é unilateral...
(meu recorde de desapego é uma semana!)

Enton a gente empaca pq cisma? Isso mesmo? Que puxa... [entonação de Charlie Brown] E se não for tão simplista assim?

Ou não, se for absolutamente simples e irretorquível: tudo reduzido a lei das probabilidades!?! Probabilidades, acasos, oportunidades, disponibilidades... daqui, da minha vista do ponto, começo a achar que a relação é mais ou menos essa: as chances conhecer alguém disposto e disponível são inversamente proporcionais a urgência de quem espera...
(pq disposto e indisponível é facil, disponível e indisposto é mais fácil ainda - vide Teorema Fundamental de Murphy)

Quando eu já estava dando esse texto por perdido (Gab foi e voltou do seu mochilão pela Europa e eu não escrevi mais nenhuma linha), tive uma micro-epifania sobre meus enguiços: eu empaco em algumas pessoas e situações por conta do meu eterno não-saber!!!

Pq não consigo me contentar apenasmente com o que é, despudoradamente alheio a minha vasta psicologia de boteco.

Pq eu quero-pq-quero esmiuçar o subjetivo da coisa - pretensão duzinfernu! - pra me parecer ao menos razoável.

Pq eu vivo pra exumar as interrogações que jazem com o ser que desencarnou do mundo das minhas possibilidades. (as tais verdades difíceis de suportar de lady Lispector, sabem?)

aff... será que eu ainda tenho conserto?

21 junho 2009

ADVOGANDO EM CAUSA PRÓPRIA

Eu já disse por aki que meu superego está ficando gagá? Pois está! Depois de anos a fio me atentando o juízo e em guerra sem tréguas com o id, parece que ele está se dando por vencido, se conformando com a impotência. Maaaaaans como todo senil tem lá seus lampejos de lucidez, devo confessar que eu sou uma fraca. hihihi

Por falta de vergonha na cara, por não ter nada a perder, por irresponsabilidade, por capricho, por carência e por um tesão inexplicável, cá estou eu de novo-outra vez-novamente com os dez dedos lambuzados numa (naquela mesma!) situação moralmente questionável e cinestesicamente deliciosa. E pior, cheia dos argumentos:

Transgredir é transcender. Nossa história não teria mártires no campo político, científico, religioso, cultural e artístico caso fosse possível transcender sem colocar em risco a sobrevivência da espécie (...)

Da mesma forma que a tradição precisa da traição, que a preservação precisa da evolução, que o acerto de hoje dependeu do erro de ontem, o contrário também é verdadeiro. Porque a evolução só é possível quando existe uma manifestação para ser contestada, aviltada.(...)

É obvio que transgredir não é da ordem do positivo absoluto e todos sabemos que o herege de ontem é a possível mutação de hoje, mas pode também ser o câncer do dia. O animal de todos nós tem compromisso absoluto com a preservação, seja ela obtida através do ato de preservar ou de mudar. O problema, no entanto, está no fato de que é impossível mudar sem se expor ao erro absoluto. Muitas evoluções tiveram, ao longo do tempo, o "simples" custo do próprio desaparecimento. Mas o movimento é inexorável. A mutação é imperativa para a continuidade e ela jamais ocorrerá sem a tensão inerente ao fato de que o caminho da saúde poderá ser, na realidade, o da doença. O transgressor tem muito medo dessa percepção. Ele precisa da tradição e dos tradicionalistas para permitir suas incursões em determinado inferno ou paraíso.

Nilton Bonder em " A Alma Imoral"


16 junho 2009

O QUE MAIS VC QUER?

Hoje eu acordei mais chata que o habitual... sabe aquele bicho que te morde as vezes e te deixa insatisfeita com tudo e com todos? Dai por pura polianice tu olha em volta procurando algo pra te encher de gratidão e te calar a boca reclamona... poizé, olhei, até vi um monte de coisa bacana mas eu quero mais. tsc Eu sempre quero mais...

Quero não ter condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.


Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.


Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa.


Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.


Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as coisas que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.


E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa para mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir.


O que eu quero mais? Me escutar e obedecer meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, maridos, filhos e bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã.


E quero mais tempo livre. E mais abraços. E receber mais flores.


Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.

Martha Medeiros em Doidas & Santas


03 junho 2009

E TUA ALMA, TEM PESO DE QUE?

Para ler ao som de Oração ao Tempo, na voz de Bethânia, claro!

Dessa vez o mote foi de Candice, que, não bastando a audácia de confessar que sua alma tem o imaterial peso da solidão no meio de outros inda deixou, especialmente para o meu deleite, reticências em forma de pergunta: - e tua alma, tem peso do quê?

Pois já respondo, tri-amada, que não resisto a uma pergunta, mas antes devo dizer que o texto é antigo, daqueles de status "impublico". Mais um dos que o tempo mitigou toda a acidez... bora lá:

MARCO ZERO

Que lástima um dos meus sentimentos mais ferozes ser tão infértil!

Será que se eu deixasse ele morreria de velho, perdendo a virilidade e a lucidez com o passar do tempo? Ou morreria de desgosto quando topasse com a verdade dos fatos, fora todo o subjetivismo e canhestrice do qual foi vítima? Morreria fulminado por um enfarte, de repente? (essa possibilidade muito me agrada! rs)... tsc o mais perto que já consegui chegar de estar apaixonada (com todas as incoerências inerentes a) e eu preciso enterrar ainda vivo, por absoluta falta de opção!!

Não ser alcançada em meus abismos e labirintos já dói em paz e faz tempo. Cretinamente conformada. Ninguém merece mesmo esses seres densos-e-verborrágicos-e-over-pensantes-e-detalhistas-que-precisam-entender-tudo-sempre. Mea culpa, mea maxima culpa. Dói em paz e eu nem lamento muito.

Bem, eu nunca h-a-v-i-a lamentado muito... hoje, depois de permitir que minha idiotice fosse atestada de novo, eu não só lamento com todas as fibras do corpo como gostaria de, extraordinariamente, ser compreendida. Entende? Eu dizendo "A" e "A" sendo assimilado sem os tradicionais lapsos na comunicação... gastaria todo o meu latim, repetiria 1000 vezes, desenharia, faria qualquer coisa se isso pudesse mudar uma linha que fosse nessa história. Até ontem, só doía lá onde a prepotência me acha perfeita, absoluta, assertiva, irretorquível. Lá, no pedacinho de mim que acredita que quem fala a verdade não merece castigo.

É a 1ª vez que não viver boiando na superfície dos fatos nem confiar no aparente me dói inteira:

dói na alma, numa espécie de presságio por tudo que ainda irei perder por não ser capaz de me contentar apenasmente com o que é, por querer saber a qualquer custo o que pode haver entre um sim e um não;

dói no coração, num luto eterno por tudo que morreu nas mãos inépcias dos que me ouvem sem escutar;

e dói no corpo que, saciando em outros corpos sua sede de pertença, se sente cada dia mais virgem, inóspito.

Não sou eu quem vive buscando inteireza? Pronto, os caquinhos estão todos ai no chão, só juntar e colar agora! rs

Em tempo: lamúrias-pós-enrosco-afetivo, claro. Manda a verdade que se diga que ele - o sentimento - não enfartou nem esclerosou... digamos que já lhe cairam alguns dentes, que anda meio brocha, mas segue numa lucidez diabólica: vezenquando me atentando com a curiosidade inútil de querer saber quando foi que a coisa começou a perder o prumo, vezenquando me adulando, repetindo baixinho que viver é melhor que ser feliz.

28 maio 2009

ESSE VAZIO ENCHE

Confesso minha necessidade de entender qual a verdadeira mensagem que a pessoa quer passar. Isso já resultou em interpretações lamentáveis. Por sub ou super estimar a pessoa que estimo. Sim, porque aos outros me detenho a apenas pedir "desculpas" ou dizer que "não há de que" nesses casos. Respectivamente.

Inspirada pela catarse dessa moça, sempre tão contida e sobre-todas, que raramente publica coisas mais viscerais, cá estou pra fazer coro: eu tb preciso entender!!! Não ditos me gastam, de entrelinhas bastam as minhas e elas estão restritas ao rascunho. Na vida real eu preciso é de consistência.

E em busca de uma pretensa - e per si inatingível - exatidão eu encho o mundo (e as pessoas) de perguntas: como assim? Como assim não sabe? Como assim inseguro? Como assim feliz? Como assim triste? Como assim ansioso? Como assim apaixonado???? Numa única frase quase nunca cabe tudo que eu quero saber. tsc

É que eu sou hiberbólica e (por isso?) o mundo me soa eufemista:

- Tudo bem?
- Tudo.

Como assim t-u-d-o-p-o-n-t-o??? Tudo como? Tudo quanto? Tudo tudo? Ou tudo mais ou menos? O que vc quis dizer com isso? Tanta concisão meio que agride minha indiscrição nata, sabe? Custa tanto assim mais dois pontinhos? Reticências me dariam algum espaço para seguir invadindo: - Enton me fale do tudo!

A linguagem/comunicação dos outros é fática e a minha, metalinguística (que pretensão pouca é bobagem). Sempre quero enxergar além do que se vê, o que é lindo mas deve ser um fardo bem pesado pros meus amados hohoho

Mas... e o silêncio? O que você não quis dizer com isso? O que REALMENTE você NÃO quis dizer com isso? Se as palavras têm suas armadilhas, o que dizer do silêncio ensurdecedor? Por amostragem de quem pouco sabe da vida simplesmente porque ainda pouco viveu, digo que na maioria das vezes tomo como falta do que falar mesmo...

Mais: o que depreender do silêncio? (daqueles reticentes, cruéis, ok?) Covardia? Falta de assunto pura e simples? Maldade? Generosidade? Mansidão? Cansaço? Desistência? Incompetência? Canhestrice? Eu não sou tão magnânima quanto Talinha e nunca acho, nem nos sonhos mais rosinhas, que silêncio possa ser algo tão isento de culpa ou dolo.

- O que vc não quer dizer? Pq vc não pode dizer? O que vc quer não dizendo?

E assim eu - o avesso da escassez alheia - vivo me afundando, verborrágica e levemente paranóide, nos abismos entre o que me dizem e o que entendo. tsc Quanto desperdício de energia!


21 maio 2009

MURPHY E EU

Affair antigo nós dois. Uma relação de amor e ódio, obsessiva, desgastante, que mina toda minha resistência e bom humor.

Eu nem ia contar aki mas finalmente vou me livrar dos meus miomas. Já que deu tudo errado (ou tudo muito certo, vai saber!) bora lá reclamar da vida:

Quem me conhece sabe que eu morro e ressuscito ao 3º dia mensalmente: cólicas absurdas e sangramentos mais absurdos ainda. Dai que depois de uma ultra som, uma videohisteroscopia e uma ressonância magnética inesquecível, eis que descobri que os culpados pela minha vida severina são 2 leiomiomas submucosos adultos e bem nutridos (tenho tb um leiomiominha subseroso bb praticamente inofensivo ainda)

Como agora eu sou uma mocinha que trabalha e que está gostando muito do emprego novo, não poderia me dar ao luxo de 20 dias de resguardo, né? (e tem graça fazer resguardo sem ter parido!?) Dai que optamos por um procedimento menos invasivo, delicadinho mas bem simples, que me renderia apenasmente 2 dias de dispensa médica. Mais alguns exames, idas ao hospital e uma avaliação anestésica depois, finalmente marcamos uma data (tipo, uma eternidade se passou desde o diagnóstico!)

Seria hoje, pessoas!! Mas a médica que iria auxiliar a cirurgia tem um paciente em risco de morte e não pôde vir. E a minha médica não encontrou mais ninguém pôr no lugar. E eu nem posso reclamar, afinal não estou morrendo. Detalhe: ela não sabe quando poderá me operar!!! grrrrrrr

Dai que pessoa comunica RH, gerentes e supervisora, envia e-mail esmolando visita, põe comunicado de ausência temporária, desvia as ligações do seu ramal e vai trabalhar no outro dia!

Brilhante, Murphy! Vc se supera! tsc

18 maio 2009

MY ZINC BED

Foi o filme que salvou meu domingo.

Me prendeu a atenção quando começou a questionar com lucidez - e a crueldade inerente a - o papel dos Alcoolicos Anônimos na vida do dependente químico. O discurso de uma das personagem é que o grupo está menos interessado na cura do sujeito e mais na sua ativa participação nas reuniões de apoio. Ele sugere que o AA funciona para afastar o alcoolatra dos bares e de todas as ocasiões que envolvam ou conduzam à bebida mas todas as "estratégias" para ajuda-lo a não tomar o primeiro gole acabam por minar sua auto estima, convencendo-o da sua total incompetência diante da vida e, por tabela, diante de tudo e todos que possam levá-lo a beber.

Bem, sempre tive comigo a idéia - impronunciável claro! - de que havia alguma coisa errada naquela coisa de "Admitir que somos impotentes perante o álcool - que perdemos o domínio sobre nossas vidas" Do topo da minha sobriedade eu achava que sim, as pessoas perdem o prumo. Sim, o vício é uma praga, uma doença. Sim, sem ajuda é muito difícil andar pra frente. Maaaaaas qdo eu conversava com adictos em tratamento eu encontrava neles o mesmo discurso depreciativo e outras variantes de dependência. Os caras trocaram os porres por uma vida blindada, avessa a emoções fortes com as quais haviam lhes dito que não eram capazes de lidar. Ok, não resta dúvidas de que a troca parece a mais acertada e libera família e amigos pra viverem suas vidas em paz. Mas qual o preço?

Informar um alcoolatra de que ele bebe pq não tem controle sobre si resolve 1/2 problema e cria pelo menos mais 1: se ele não tem, vai precisar ter por perto alguém que assuma esse controle, e isso é, sem grandes floreios, transmitir aos outros uma responsabilidade que é sua. Eu já passei pela constrangedora situação de oferecer bebida a um alcoolatra e receber olhares fuzilantes. Na época lamentei tanto quanto não oferecer refrigente diet ao diabético que também estava conosco... ok, não me custa ser complacente por 2 ou 3 hrs, mas acho injusto que pais, mães, maridos, esposas, filhos etc sejam escalados como anjos de guarda eméritos. A pessoa precisa se comprometer consigo mesma, do contrário nada funciona. E se aparentemente funciona, estraga alguma outra coisa.

Dai que estender essa estratégia de preservação às religiões foi um passo curto: é um outro achismo, mas esse discurso temerário de que o mundo é mal e que é preciso renunciar a ele pra ser feliz é deixar o padre/pastor decidir por vc. (e há ecos desse pensamento em todas as religiões: é o mesmíssimo nirvana budista, só que esse tá mais na moda.) Claro que não estou cá a pregar o hedonismo, quem me conhece sabe que sou uma santa... rs mas o fato é que nossa vida tem que ser feita de nossas escolhas e não as dos outros. As deles nos servem - quando muito - de inspiração.

Outros temas igualmente nevrálgicos se desenrolam a reboque: por ter uma auto estima comprometida, os adictos morrem de culpa o tempo todo. Por serem conscientizados de sua inépcia emocional e social, sabotam suas boas iniciativas e desacreditam de suas qualidades. E algo que me comoveu muitíssimo: com que espontaneidade que discursam contra si mesmos! Dão sólidos argumentos pra provar o quanto não são confiáveis!

Muito grata a Deus por não ter nascido com essa inclinação, sensibilizada até as lágrimas pela vida cachorra que essas pessoas levam,
(e, claro, meio besta por ver meus achismos mais uma vez virarem filme hohoho) fico pensando em que pedaço do caminho suas almas se estilhaçaram desse jeito...

11 maio 2009

ERRAR É APRENDER

Como já disse no post passado, estou lendo "Doidas & Santas" da Martha Salve Salve Medeiros. (e isso deveria melhorar um pouco o nível dos meus rabiscos. Ela sempre me dá ótemos motes...rs) Eu sentei com a idéia de escrever em cima de uma das crônicas, Obrigada por Insistir, que ela dedicou aos "empurradores", a todos aqueles que testemunham os titubeios alheios e dizem: vá em frente! Dai comecei a pensar nas pessoas que já me empurraram nessa vida, em todos que - em atos, palavras ou omissões - me obrigaram a fazer alguma coisa por mim, desenvolveram minha resiliência, e, o-b-r-i-g-a-d-a para sempre, não me deixaram empacar no coitadismo.

Dai que, claro, acabei fugindo um pouco da idéia inicial. Mas bora lá:

Obrigada Wlader, por me ensinar que amigos e chefes não habitam o mesmo corpo.

Obrigada Deinha, por ser uma excessão a regra acima. (e me ensinar tanta coisa de excel!)

Obrigada Vinícius, pq depois de vc eu nunca mais vou deixar meu senso de civilidade engolir meu amor próprio.

Obrigada Clau, por me ensinar que amigos nunca fazem nada imperdoável. Se fazem não são amigos.

Obrigada Lica, por me ensinar que amizade pouco tem a ver com frequência e por sempre me dizer o que é pra dizer e não o que seria bom de ouvir.

Obrigada Ric, por aquela historinha de treinar cachorros. Foi de uma delicadeza que a gente nem é capaz. hohoho

Obrigada Flavin, por me ensinar que não tentar é desmerecer a possibilidade de conseguir.

Obrigada Bibia, pq suas ausências me ensinaram a amar com gratuidade.

Obrigada Beta, por me ensinar que ser gentil é mais importante do que estar certa.

Obrigada Luciano, por dar novos tons a alguns aspectos monocromáticos de mim. Sua tibieza só serviu pra mostrar que algumas coisas tem mesmo que acabar antes do final, melhor que seja assim.

Merci beaucoup!!!

Thank you so much!!!

Mille grazie!!!

Muchas gracias!!!

Herzlichen dank!!!


06 maio 2009

QUE LIVRO VC É?

Vi isso lá na Dani e parei tudo pra ir ver que livro sou eu...rs

Pode dar dois resultados? Como assim?

"O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua". Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.

"Antologia poética" (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.









Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando... Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de "Doidas e Santas" (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.




Engraçado que estou mesmo lendo esse livro... Aliás, eu ia usar umas das crônicas como base pra um texto daqueles que há meses não se vê por aki ... rs

E vcs, pessoas, que livro seriam???

02 maio 2009

FERIADO CHEIO DE EMOÇÃO!

Enton que finalmente eu fui ver as Prateleiras do Parque Nacional do Itatiaia!

Gab, meu anjo mais novo, me salvou mais uma vez e lá fomos nós:

06:30 - eu em frente a minha casa esperando por ele, que tinha entrado numa rua errada. (e ele na porta de outra casa, em outra rua errada!)

10:00 - início da "escalaminhada" que nos levaria (quase 3 hr e muitos obstáculos depois) à base do Pico das Prateleiras.

13:00 - ambos congelando lá em cima e lamentando muitíssimo a neblina que literalmente embaçou a beleza de nossas fotos.

A caminhada é grau de dificuldade 3 a 4; a "escalaminhada", grau 5 a 6; as mãos voltam esfoladas; as pernas não obedecem... (e adicionalmente, que Murphy não dorme nem cochila, ainda pisei de mau jeito na metade do caminho e segui com o dedão latejando até lá em cima... mas como não há nada ruim que não possa piorar, o esforço físico - ao qual meu corpo j-a-m-a-i-s se acostumará - provocou mais um dos meus sangramentos inconvenientes. aff) mas eu faria tuuuuuuuuuuuudo de novo!!!

Saldo: um dedão doendo mais que o resto do corpo, uma máquina fotográfica avariada (e uma bronca de mãe por conta de), muitas fotitas lindas, e uns 5 anos de rejuvenecimento
\o/

Lição do dia 1: Foto adiada é foto perdida! Lá em cima a neblina tem vontade própria e temos que aproveitar os raros momentos de distração dela se não quisermos ter fotos com fundo cinza- sem-graça.

Lição do dia 2: Pra ir todos os santos ajudam... mas pra voltar, meu amigo, o caminho dobra de tamanho e vc triplica de peso.

Dêem um confere nas fotitas e digam se não vale cada pedra que a gente tropeça:

E digam tb se o Pico das Prateleiras não é um casal se abraçando...