É que eu precisava urgentemente me levar menos a sério. Estava pre-ocupada com esse meu caminho de nuvens brancas e interrogações de todos os tamanhos, cores, fontes e temas. Manda a verdade que se diga: essa foi a parte que eu precisei abstrair, que a vida continua mansa e as interrogações seguem, pairando impunemente sobre a minha cabeça de vento.
Mas na parte prática da coisa eu me sai melhor do que esperava. Vejam:

Comecei achando que há qualquer coisa de muito triste em pagar alguém pra me ouvir, evolui para a constatação de que é uma escuta qualitativamente diferente e agora estou absolutamente rendida: de achismos já bastam os meus! Adoro minha terapeuta, tô com saudade dela (estamos tirando férias) vejo progressos (lentos, mas enfim...) e ano que vem lá estaremos nós, eu e meus neurônios over produtivos, aprendendo a ser mais gente e a desembaraçar pensamentos matinais ou não.

Atraso é uma coisa que realmente acaba com meu bom humor. Mas aki no Brasil horários não são pra ser cumpridos, servem só pra dar uma noção e eu me conformei com isso. Continuo achando de muito mal tom deixar alguém esperando mas agora trago sempre um livro pra sacar da bolsa se ficar plantada esperando alguém. SE ficar, pq agora quem se atrasa sou eu rs

Claro que continuo sendo prudente, que certas coisas só nascendo de novo pra gente mudar. Mas aquela placidez, aquele sorrisinho imperturbável, aquela coerência toda? Cabô, neguinha. Voltei de Marte, agora sou normal (risos). De carne, osso e alguns rompantes.

Olhe, eu confesso que gosto do meu jeito (des!?)apaixonado de ver as coisas. Seria meio míope, é verdade, mas beeeeeeeem mais habitável o nosso mundo se toda a gente se esforçasse pra dar às coisas a dimensão que elas têm. Sem ser nem passional nem indiferente,sabem como? Dai que foi difícil mas tem gente ai que aprecia os resultados, hein Jana? hohoho

Essa teve o grau de dificuldade d´Os 12 Trabalhos de Hércules, sem dúvida. Sou linguaruda por formação mas me esforcei o ano todo pra emtir opiniões apenasmente quando solicitada, o que já é um bom começo, dada a minha tendência à carpinteiro do universo. Mas como o ser humano se acostuma rápido,constato com alguma surpresa que nem é tão difícil assim ficar quieta. Nem é difícil e pode ser bem divertido tb.

Já confessei aki que sou meio canguinha e acho até que isso é incurável, mas acho tb que a maioria das coisas bacanas que a gente vive não tem preço, logo, gastar alguns dinheiros com elas não me deixará mais pobre do que já sou.

ow, trago uma indolência garfieldiana tão enraizada na alma que quase não me dava conta mais. Dai que me esforcei em pqnas coisas e assim, ainda não sou a mais empolgada ever-ever, mas podem voltar a me chamar pro´s lugares que talvez eu vá sem torcer o nariz. rs

Entender nem é o difícil. Habilidade congênita, quase. Mas eu precisava aprender que não posso fazer nada com o que as pessoas sentem/pensam/falam/fazem/querem, sabe? São os motivos deles e eu devia achar tão legítimos qto os meus. Ou esse espetáculo de maturidade ou abstração total, que foi-se o tempo de me gastar por quem não merece um minuto da minha atenção. (amém, né? rs)

Esse item dava um texto a parte. Pq eu simplesmente não enxergava com a necessária clareza os meus motivos. Na verdade, grande parte deles eram sub-motivos, acoplados aos interesses de outros seres. É de pasmar o qto não me vejo, logo eu, tão consciente das coisas ao redor. tsc Claro que uma vida inteira é pouco se conhecer, se amar, se aceitar e tals, mas gostei da brincadeira!
Que venha 2008 \o/
(menos tormentoso de preferência, será que é pedir demais?)